Paulo Serra Afinal, como qualquer novela mexicana, de qualidade duvidosa, também esta continua com episódios de puro humor, pese embora não tenha graça nenhuma.
Cartão de residente, reuniões ao mais alto nível, declarações públicas, assunto resolvido, a melhor solução para todos, tudo mais barato,…pum, pum, viva a festa. Pois, podia e devia ser assim, mas não é.
Continuo eu a trabalhar diariamente no Porto Santo e como não dá muito jeito ir ao fim da tarde e regressar no dia seguinte logo pela manhã, só porque gosto de dormir até mais tarde um pouco, continuo, também, por carolice, diga-se, a residir no Rochedo. E com isto já lá vão,… desde 21 de setembro de 2015.
Pois bem, lá fui eu para comprar passagem para a Madeira. Após o esclarecimento simpático da funcionária da empresa que manda no barco, fiquei a saber que me encontro num estado de “terra de ninguém”. Ou seja, não sou residente porque ainda não tenho os ditos 182 de dedicação à causa, e como fiz alteração da residência fiscal da Madeira para o Porto Santo deixei, naturalmente, de ser residente na Madeira.
- Resta o bilhete de turista! -Anuncia a menina, esgotadas as possibilidades anteriores.
Respirei fundo, como a situação o exigia, manifestei o meu desagrado como cliente e, mais uma vez, perguntei o que era necessário para ser reconhecido como residente. O rol do costume: atestados, declarações, exposições,…..
Neste seguimento, e para manter o clima poético, solicitei o livro de reclamações e lá foi mais uma a juntar-se a muitas outras.
Enfim, é assim por cá, tudo para os amigos e para os restantes aplique-se a lei. Mas, com amigos destes, melhor mesmo é ser turista.