José Fagundes Nas cartas do leitor do dia 08 de fevereiro, o autor do texto “Madeira premiação Melhor Ilha do Mundo”, com o pseudónimo KAAL, faz muitas observações pertinentes, embora com uns apartes próprias do autor, constato a mesma realidade nas observações da sua carta.

As questões que o autor expõe são de ordem sociológica: cívica, moral, cultural e económica.

A Ilha da Madeira é uma ilha ímpar no nosso planeta; nem só na sua localização geográfica, entre três continentes como, também, na sua extensa costa norte e do sul com variantes características climatéricas.

Para observar as belezas da Ilha da Madeira, pela orla costeira, terá que ser fora dos túneis, percorrendo em carro e pedestre, sendo necessário cinco a seis dias para admirar as paisagens espectaculares, sem serem repetidas .

Para ver a grandeza e paisagens magníficas, pelo seu interior, terá que percorrer as diversas levadas, caminhos reais, veredas, córregos e ribeiras.

As suas riquezas geológicas, em céu aberto e em túneis, são um património incomensurável.

A sua flora “ Laurissilva “ , classificada património da humanidade, ainda é a maior das ilhas do Atlântico, apesar de muito ter sido ardido.

A fauna e flora marítima tem grande interesse científico.

As quintas privadas, municipais e regional têm grande património de arquitectura, de botânica, de silvícola e ornitológico.

As suas fajães, os seus vales, lombos, montes e picos, pelo interior da Ilha da Madeira, são únicos no planeta terra.

Para conhecer a Ilha da Madeira, na sua real grandeza, precisará de dispensar vinte a trinta dias para ver, observar, memorizar e se extasiar.

Apesar dos danos, causados pelos seres humanos, a Ilha da Madeira continua a ter o cognome de “ Pérola do Atlântico “ .