Ana Luisa Soares No Domingo, dia 14 de fevereiro, do corrente ano, ocorreu no campo Marítimo o jogo Marítimo/S.Braga. Até aqui nada de irregular. No campo, animação, espectadores motivados, entrada das equipas para o aquecimento. Finalmente, entrada das equipas de futebol devidamente equipadas e da equipa de arbitragem. O jogo começa, de ambos os lados clubísticos o público entusiasmado. Este era um jogo que tinha todos os ingredientes para ser uma partida digna de se ver. Mas…, mas há um indivíduo que supostamente era o árbitro e que começa a cometer uma série de erros, em catadupa. Pensei para comigo, este não é o árbitro verdadeiro, este é um “mascarado” (ainda estamos perto do Carnaval), que se enganou e entrou na festa errada! Logo no início do jogo, a dita figura marca um penalti contra o Marítimo, com expulsão de um jogador da mesma equipa, de cartão vermelho. O público reage com veemência porque não vê penalti, nem falta para cartão vermelho, factos que se provam mais tarde nas imagens claras que são transmitidas na televisão. Então, provavelmente a figura que desempenhou o papel de árbitro ou era mesmo o “mascarado”, ou devia ter falta de vista, ou não trazia óculos? O jogo continua e o suposto árbitro continuava a marcar faltas para o C.S. Marítimo e as mesmas para a outra equipa não eram assinaladas. Mais uma vez pensei: falta de vista? não é o profissional certo?; há algum engano? Ou seria eu que não estava vendo bem?! Não me pareceu, porque os restantes espectadores assobiavam, vaiavam, chamavam “gatuno”, “palhaço”, á dita figura. Graça das graças, antes do final da primeira parte da partida há uma falta para o Marítimo e em vez do indivíduo marcar a falta, apita o términus da primeira parte do jogo. Cada vez me convencia mais, que aquele indivíduo era alguém que se tinha “mascarado” de árbitro e ninguém tinha percebido! A verdade é que aparentemente o dito moderador da partida não parecia nervoso, nem tão pouco melhorava a sua postura, então com certeza não era um profissional e tudo aquilo era uma brincadeira. Na segunda parte do jogo repete-se a mesma cascata de erros de arbitragem, sempre para a equipa do Marítimo e para os mesmos erros por parte do adversário… nada! O público para além de actuar como já descrevi, delirava de raiva, de desilusão, de frustração… Mas afinal, será que aquele era mesmo o árbitro da partida (Manuel de Oliveira) ou o tal “mascarado” que se enganou na festa e desempenhou malíssimo o papel de árbitro? Mas se foi mesmo o Manuel de Oliveira, será que o senhor é mesmo árbitro? Os árbitros, de verdade, não deviam ser isentos, éticos, deontológicos e profissionais? O que será que aconteceu com aquele ente? O que importa, neste caso, não é o resultado do jogo, não está em causa o Marítimo ter perdido, mas ter perdido da forma como perdeu! Parabéns ao guarda-redes suplente maritimista que foi inexcedível e as melhoras para o colega. As duas equipas bateram-se razoavelmente. O que será que transformou este jogo numa anedota? Cabe a cada um dos leitores pensar. Será que este hipotético árbitro vai ser punido pelo que fez e que esteve aos “olhos de toda a gente”? Já não consigo acreditar! Para terminar este triste episódio, vamos analisar o comportamento de alguns (muitos) dos adeptos do Marítimo. Uma autêntica vergonha! Quando a equipa da casa mais precisava da apoio, de carinho e de incentivo, os tais ditos adeptos do Marítimo, antes da partida terminar (cerca de 20 minutos) vão todos embora. Sim, vão todos embora! Então o que é ser adepto de um clube? É só apoia-lo quando ganha? E quando perde, e mais precisa de apoio, onde estão estes adeptos que abandonaram o estádio? Não sei qual dos dois episódios o pior, se a arbitragem, se o abandono dos simpatizantes do marítimo? O Mundo está mesmo perdido! Já dizia a minha avó.