Os 27 trabalhadores da ‘Jorge de Sá’ deverão entrar com um processo na justiça a pedir a insolvência da empresa. Esta foi uma decisão tomada, hoje, durante uma manifestação que fez essa pessoas se deslocarem à sede da instituição, em São João, no Funchal, acompanhadas por dirigentes do_Sindicato de Hotelaria.
Adolfo Freitas justificou o pedido de insolvência, que já estará a ser preparado e deverá ser decidido na quarta-feira, dia 27 deste mês, com o facto de ser essa a única forma que os trabalhadores encontram para receberem o que lhes é devido.
O dirigente do Sindicato da Hotelaria explica que os trabalhadores em causa estiveram a desempenhar funções para uma empresa terceira, no âmbito de um acordo entre essa entidade e a ‘Jorge Sá’. Entretanto, com o fim do acordo em Outubro, os 27 trabalhadores voltaram à responsabilidade da ‘Jorge Sá’, que, ao que afirmam, não pagou o mês de Novembro. Agora, acumula-se o subsídio de Natal e, em breve, o vencimento do mês de Dezembro.
Adolfo Freitas diz que a empresa reconhece a dívida, que é de aproximadamente 18 mil euros, mas que não a paga. Apenas faz promessas: primeiro de que estava a negociar um contrato com outra empresa, à semelhança do que vigorou até Outubro, depois que ia pagar. Mas... nada, conclui.
O Sindicato diz estar aberto a colaborar coma empresa para encontrar uma solução, mas que tem ficado sem resposta.
Entretanto, foi pedida a actuação da Inspecção Regional do Trabalho, que, se comprovar a situação, deverá avançar uma contra-ordenação que deve ascender a aproximadamente 13 mil euros. “Se a empresa mantiver a posição, vai dar origem a um processo de contra-ordenação”, garante o dirigente sindical.
O Natal que se aproxima promete ser “pobre” para os trabalhadores, mas como vinca Adolfo Freitas, não por culpa própria.

