João Faria Nunes acaba de anunciar, no parlamento, que as listas de espera para cirurgias passarão a ser divulgadas “de três em três meses, já a partir de 2017” numa lógica de “transparência e como forma de informar os utentes e “pôr fim a especulações políticas e ao uso destas listas como mera arma de arremesso político”.

Esta é uma das várias medidas anunciadas pelo secretário regional da Saúde, na intervenção feita no debate na especialidade do Plano e Orçamento.

Faria Nunes começou por referir que em Saúde “não há decisões fáceis” e que este é o tempo de fazer “mudanças de fundo”. Um primeiro resultado que destaca é o aumento da esperança de vida na Madeira, o maior aumento no país, num ano de 2016 que foi “um grande ano para a saúde” porque foram “lançadas as sementes”.

As mudanças que propõe têm como objectivo melhor acesso aos cuidados de saúde e converter “gastos em ganhos”. Medidas que incluem a promessa de garantir, até ao final do mandato, uma cobertura de 80% da população com médicos de família.

A organização dos centros de saúde que já está em curso inclui o prolongamento do horário de atendimento em alguns, nomeadamente no Funchal.

O transporte de doentes e de um serviço de tele-saúde o Centro de Atendimento ao Utente são medidas para melhorar a prevenção e o atendimento.

O reforço de médicos e enfermeiros já decorre e Faria Nunes lembrar que este ano entraram 153 novos enfermeiros e 27 médicos de várias especialidades.

Ao nível das unidades hospitalares, destaca a necessidade de, até à construção do novo hospital, realizar obras no Hospital dr. Nélio Mendonça, nomeadamente na urgência, bloco operatório e obstetrícia.

Em 2017 avança a construção do novo Centro de Saúde de Câmara de Lobos.

O futuro hospital da Madeira é outra das prioridades destacas, “um imperativo regional que necessita da solidariedade nacional “.

Faria Nunes recorda que o novo hospital tem o apoio unânime dos partidos. Um hospital que “ será feito em sistema de construção pública e terá gestão pública”, assegura.