A Secretaria Regional das Finanças esclareceu, esta tarde, através de comunicado, que há projectos de investimento que ainda não estão no terreno devido à “incompetência” da Câmara Municipal do Funchal que mostrado pouco rigor na apresentação das respectivas candidaturas.
“O projecto da ETAR do Funchal é um caso que exemplifica claramente essa situação, uma vez que se tivesse havido um maior rigor na preparação do dossier de candidatura e maior robustez no Estudo de Viabilidade Financeira, já existiria decisão de financiamento deste importante projecto”, refere a nota do departamento governamental chefiado por Rui Gonçalves, numa reacção a uma notícia publicada hoje no DIÁRIO em que a vice-presidente da autarquia, Idalina Perestrelo, se queixa de estar há quatro meses à espera de um parecer do Instituto do Desenvolvimento Regional (IDR) para um investimento na área da salubridade. Ora sobre este projecto específico, a Secretaria Regional das Finanças estranha que a autarca não revele que “o município foi informado por diversas vezes que os seus processos de candidatura (porque é de uma candidatura que se trata e não de um parecer) não têm sido devidamente instruídos e cujas deficiências e lacunas têm condicionado o processo de decisão”.
No entender deste departamento do executivo regional, este caso é mais uma “tentativa [da CMF] de justificar o fracasso da sua governação, neste caso no que se refere à salubridade e à limpeza da Cidade”. A Secretaria lembra que já é hábito a autarquia de Paulo Cafôfo “desculpar-se da sua incompetência para resolver os seus problemas, desviando a responsabilidade para o Governo Regional (...), como se os munícipes estivessem de olhos fechados para o que se está a passar”.
Por fim, a Secretaria Regional das Finanças afirma que “é tempo da Câmara Municipal do Funchal deixar de tentar distrair os munícipes, de deixar de opinar sobre matérias que extravasam claramente as suas competências e de perder tempo a arranjar bodes expiatórios para justificar a sua mais do que evidente incapacidade para resolver os problemas da Cidade, e começar a preocupar-se em melhorar a qualidade de vida dos funchalenses e a responder às suas solicitações e necessidades”. “Poderiam muito bem começar por resolver o problema da salubridade e da limpeza das ruas do Funchal. Os munícipes e os milhares de turistas que nos visitam ficariam agradecidos”, conclui o comunicado.

