E. P. Depois de muitos anos como cliente da Meo (TMN), decidi aderir à NOS, por esta operadora de telecomunicações me ter apresentado uma proposta, que, à data (há sensivelmente um ano), considerei atractiva. Como vim a descobrir, foi um erro. O episódio mais desagradável com a NOS começou há sensivelmente nessa altura.

Como, então, desenvolvia uma acção empresarial em Lisboa, foi lá que formalizei o meu contrato com a operadora. Nessa altura, foi-me proposto e aceitei um contrato de 95 euros mensais, que incluía telefones e televisão.

O problema é que, quando as facturas começaram a chegar, foi-me sistematicamente facturado um valor superior, à volta de 140 euros. Como me recusei a pagar o valor superior ao contratado (formalizado por escrito e do qual tenho provas) a dívida foi aumentado e chegou aos 500 e poucos euros.

Nessa fase, num dia, cheguei ao aeroporto de Lisboa e haviam-me cortado todas as comunicações. Liguei, de outro telefone, para a NOS e disseram-me que o corte se devia à dívida. Então, depois de explicar o meu ponto de vista e de ter enviado cópia do contrato (que previa os 95 euros), a NOS ligou-me de volta e disse que iria repor as comunicações até resolução do diferendo. Foi em meados de Maio deste ano, o que aconteceu.

Nessa altura, a NOS reconheceu que a minha dívida rondava os 280 euros e não os 500 e poucos, como reclamava. Paguei tudo o acordado. O problema é que a NOS cobrou duas vezes um valor referente aos últimos dias de Maio, 64 euros. Um valor que não paguei, apesar de, de então até agora, ter pago todas as outras facturas, entretanto vencidas.

No final da semana passada, a NOS cortou-me todas as comunicações, depois de outros cinco episódios semelhantes, entre maio e o momento presente. Liguei para a operadora, que disse que o novo corte se devia à dívida de 64 euros, já referida. Entretanto, depois de conversarmos, a operadora exigiu/propôs-me que pagasse os 64 euros e que me devolveria, na próxima factura, cerca de 38 euros, que reconhece ter cobrado indevidamente.

Apesar de discordar com o princípio, por necessitar urgentemente das comunicações, por razões profissionais, acedi a fazer o pagamento, com a promessa, por parte da NOS, de que as comunicações seriam repostas no prazo de uma a duas horas. Foi por volta das 14 horas de sexta-feira e, até agora, nada.

Entretanto, liguei várias vezes para a NOS e fui à loja da operadora no Funchal e, de todas as vezes (depois de ter pago) obtive a mesma resposta: só na segunda-feira.

Ora, porque me prometeram que reactivavam as comunicações no ‘espaço’ de uma hora? Se o serviço é permanente, porque argumentam que no fim-de-semana só existem serviços mínimos e que não podem reestabelecer as comunicações? Porque brinca a NOS com os seus clientes desta forma?

Esta brincadeira da todo-poderosa NOS está a provocar-me prejuízos financeiros, pelos negócios, que tenho perdido, e emocionais. Ainda espero que a NOS reconheça todos estes prejuízos e me compense por eles, além de repor, como é seu dever, as comunicações Um dos muitos clientes descontentes.