
As camisolas da 'Volta à Cidade' de 2015 terão sido os últimos vestígios do Banif, herdeiro da Caixa Económica do Funchal e o banco com maior presença nas regiões autónomas. Foi comprado por um dos gigantes da banca europeia, por uma bagatela de 150 milhões de euros e deixa uma dívida a pagar pelos portugueses. Uma história com final triste.
Um final que não explica um enredo que está por desvendar e que obrigatoriamente terá de ser mostrado aos contribuintes que vão pagar milhares de milhões.
Se o que António Costa disse, no seu regresso pontual à 'Quadratura do Círculo', é exactamente assim, que há um ano a União Europeia aceitava a criação de um Banif para a Madeira, Açores e emigração, então alguém terá de explicar porque é que não avançou.
Retirar ao banco a exagerada presença no continente e regressar ao que foi a sua origem, parece lógico, muito mais barato e bom para as regiões autónomas. Então porque é que não se fez?
É a esta pergunta que as comissões de inquérito e mais tarde o Ministério Público terão de tentar responder. Quem ganhou com a morte do Banif? Quem fez o frete a quem?
Mesmo antes de qualquer explicação já cheira mal e os dedos, por agora, apontam para o anterior governo.