Depois do desalento com a saída precoce da taça CTT e de estarmos sem marcar há cinco jogos, o embate desta jornada era aguardado com alguma expetativa por todos nós. Após a total “remodelação” com a equipa utilizada para defrontar o Paços de Ferreira na pretérita quarta-feira e que não surtiu o efeito desejado, voltou-se a convocar os mesmos titulares do campeonato nacional, Kisley veio para ficar.

É certo que este campeonato tem trazido algumas surpresas e que os clubes têm jogado com os seus melhores argumentos, há sectores que se destacam, há autênticos autocarros montados e há um fenómeno de falta de golos. Este jogo foi atípico para nós, sofremos 2 golos e tentámos responder. Quando o nosso sector mais sólido falhou, tentámos reagir e fomos à procura do golo, houve lugar às habituais substituições, marcámos 1 e até demos uma boa resposta, mas tardia. O futebol quer-se pró-ativo e não reativo, porque aí o cronómetro nunca joga a nosso favor.

A ambição de uma equipa vê-se na forma como encara cada desafio e a motivação deve ser o motor da performance destes profissionais, uma liderança eficaz deverá fazer emergir estas qualidades no grupo de trabalho sob pena do insucesso. Queremos uma dinâmica vencedora, queremos luta, boa resposta dentro de campo e pontos.

O senhor que se segue é um dos colossos e cabe-nos a nós decidir se queremos um autocarro atrás ou vários monolugares alinhados e afinados no espetáculo único que é o futebol. Não será um jogo fácil, mas peço atitude, o resto virá por acréscimo…e quando voltarmos à linha de Cascais depois da paragem do campeonato, gostaria de entrar a marcar e ver como se comporta a equipa a ganhar, um espírito ganhador ensina-se e aprende-se!

Tânia Silva