Manuel João Pereira Esteves No dia 14 de janeiro, pelas 10 horas, dirigi-me ao Centro Radiológico do Funchal para realizar um exame clínico. Após a minha identificação surgiu uma situação que considero humilhante e vergonhosa, passando de seguida a descrever do modo mais sucinto que sei: Na dita hora tomei conhecimento que o valor do exame, uma vez que não havia sido previamente informado, eram €165. Na hora “apenas” possuía €140 pelo que solicitei à funcionária atendente que me permitisse realizar o mesmo exame, com a condição de saldar os restantes €25 no ato de levantamento do mesmo. A resposta pronta não se fez esperar, “só faz o exame se tiver o dinheiro todo”, voltando-me as costas. Tentei dizer-lhe que já lá havia feito vários exames e que não tinha qualquer dívida e saber o porquê tal rudeza e inflexibilidade. Novamente seca, “aqui é assim, se tem o dinheiro todo faz o exame, de contrário não” e voltou a ir embora. Expliquei que como beneficiário de um serviço estatal de proteção na saúde também esperaria alguns meses pela compensação, tendo-me sido mostrada indiferença. Sentindo-me enxovalhado perguntei se estava alguém da direção, ao que me foi respondido que não. Solicitei os nomes dos dirigentes para expor esta situação insólita. Com a idade para poder ser avô desta senhora, senti-me humilhado e triste, ao ser tratado com tal desdém e desprezo. O que me leva a público é o facto de por três vezes ter tentado contato com a direção deste Centro e este me ter sido sempre negado. Os clientes só são bons se tiverem sempre o dinheiro todo, o resto é lixo? Espero que outros como eu não voltem a ser sujeitos a tratamento tão indigno, em qualquer que seja a situação.