J.C. Nunca como hoje falamos da pobreza. Cada instituição procura recolher mais meios que a outra. Entretanto, as pequenas, médias e sobretudo as grandes superfícies “engordam”. Convém referir que em grande parte os géneros em fim de vida útil, consideram-se donativos desses comerciantes, logo, com benefícios nos seus lucros. Para além do negócio que consiste nas ofertas das pessoas – com o respectivo lucro para os empresários – pessoas essas tantas vezes de parcos recursos. O Estado agradece o IVA. As instituições recolhem géneros para distribuírem por outras instituições, como se estas não tivessem de estar provisionadas pelos governos, para acorrerem a quem delas necessite. Numa atitude louvável, os governos destacam funcionários para atenderem às necessidades das instituições. Há honrosas excepções, sobretudo nos escalões inferiores da Administração. Mas os mais destacados... primam pela fuga às suas responsabilidades, estão nos cargos para resolverem os seus problemas domésticos... A bem duma classe laboriosa, era bom que fosse efectuado um controle eficaz dos elementos destacados, porque no fundo, são funcionários públicos, pagos pelos impostos de todos nós. Se é verdade que há quem adore ir à TV ou à Rádio dizer umas coisas, não é disso que as instituições vivem, isto são certamente as vaidadezinhas pessoais de pouca dura, a ver vamos. Acabar com a pobreza será mais fácil que acabar com certos privilégios...