À medida que nos aproximamos da entrada no ano novo, somam-se as retrospetivas sobre 2015 e as previsões possíveis para 2016. É o exercício saudável de balanço sobre o trilho que deixamos para trás e que ao mesmo tempo traz uma avaliação das opções de percursos que temos pela frente.

Recuemos só alguns dias para fazer então o prognóstico possível para o ano vindouro. Na última reunião plenária da Assembleia da República deste ano, discutiu-se e votou-se a solução encontrada para evitar uma liquidação do BANIF, por forma a manter o equilíbrio do sistema bancário madeirense, temática que promete manter-se atual nos próximos meses através da instauração da futura comissão de inquérito. O que esteve esta semana sobre a mesa parlamentar foi a validação de uma solução que assegura os depósitos bancários de milhares de madeirenses e porto-santenses residentes na nossa Região e na diáspora, evitando assim o colapso bancário e subsequentes efeitos cascata nocivos ao equilíbrio socioeconómico da nossa comunidade.

Como é que nós, deputados PSD eleitos pelo círculo da Madeira, algum dia poderíamos votar contra uma solução fundamental à estabilidade da região? Essa seria uma hipótese tão remota pois não seria nem coerente com o nosso princípio defendido em campanha eleitoral, nem com o objetivo de maior transparência à ação política. Exercer política de forma consciente é fazer corresponder as promessas à ação.

Compreendemos a linha argumentativa do PSD nacional e mantemos naturalmente toda a solidariedade e união com o nosso partido nacional. Mas o compromisso número um - sublinhado na campanha, e agora já manifestado publicamente em ação política própria - é o bem social e o desenvolvimento económico da população madeirense e porto-santense, acima de qualquer ideologia.

O todo realmente é mais que a soma das suas partes, mas sem as partes autónomas esse todo não funciona democraticamente. Porque defender a estabilidade financeira da Madeira é defender a estabilidade de Portugal.

Rubina Berardo