J. M Aproxima-se o fim de ano e não poderia deixar terminar este ano, sem expor a minha opinião sobre alguns assuntos que para mim e outros tantos leitores nos marcaram durante o ano.

Este ano ficou marcado por vários acontecimentos a nível mundial, nacional e regional que assinalaram a atualidade e claramente o nosso futuro, desde a discussão das alterações climáticas, a queda de bancos nacionais e as “supostas” renovações políticas nacionais e regionais, sendo este último acontecimento a que me levou a dar a minha modesta opinião.

No início deste ano fomos bombardeados a nível regional com imensas notícias, informações, panfletos, promessas, encontros comuns e pessoais para elegermos o presente governo regional. E a minha questão é a seguinte:

Para o cidadão comum para que serviu essa eleição?

No meu dia-a-dia nada mudou do governo anterior para este, mudaram-se os figurantes mas a história é a mesma. Passaram-se 9 meses e continuamos na mesma austeridade que estávamos, o nível de desemprego mantém-se, as empresas privadas com as mesmas dificuldades, o cidadão comum continua a contar os cêntimos, aumentou a desigualdade social, a função pública continua com as mesmas dificuldades, a educação e a saúde continua a retroceder, etc., simplesmente premiou-se determinados elementos que apoiaram na ascensão e na vitória do PSD Madeira.

Eu como cidadão e trabalhador público, e não simpatizante de nenhum partido, pois sou de opinião de que são todos iguais, continuo com as mesmas dificuldades diárias de sempre, essencialmente a nível profissional.

Premeia-se quem sabe lamber as botas ao chefe, pois quem faz o verdadeiro trabalho, continua invisível. Dá-se bons computadores aos funcionários que têm um trabalho ativo nas redes sociais, e os que realmente precisam para exercer o seu trabalho, continuam com o computador a carvão, ou se preferirem um melhor, tragam-no o pc pessoal. Nomeiam-se chefes desconhecedores das áreas para as quais deveriam chefiar com conhecimento e rigor. São extremamente simpáticos e sorridentes para o exterior e para as fotografias, mas antipáticos, desagradáveis, autoritários para os seus funcionários. Acreditem ou não, houve até alguns “chefes” que se recusaram a convidar os seus funcionários para o famoso jantar de Natal, convidando apenas os funcionários com categoria profissional de chefia, ou seja, perderam-se os principais valores para os quais a sociedade devia reger-se. E muito mais podia acrescentar a este texto. Desculpem o meu desabafo, mas não podia terminar o ano sem ser voz de todos os que são forçados a manterem-se calados. Votos de um Feliz Ano 2016.