Jorge Martins Agora que Passos e Portas, mais aquele que este, decidiram pôr fim à união de fato, e gravata digo eu, que os unia ou unificava ?, que os “media” não ligaram peva às entrevistas dadas por Sampaio da Nóvoa à RTP e à RDP, como era previsível, e os cidadãos continuam a ser assoberbados com as opiniões de Marcelo sobre isto, aquilo e aqueloutro , “democratizadas” pelas feitas a Maria de Belém, sempre a jeito , pudera, será que ainda ninguém percebeu este jogo viciado, chamado de “ Eleições Presidenciais”, agora muito mais apetecível, dado o xadrez político resultante das eleições de 4 de Outubro, ao qual o PCP dá o necessário “suspense” e a Intersindical/CGTP interpreta o papel de mau da fita, se destina, unicamente , a condicionar o programa político que o governo de esquerda viu aprovado na Assembleia da República?

Bem sei que a direita (PPD) e a direita radical (PP), embora , frequentemente, se confundam, começam a dar sinais de divergência, digladiando-se na “ferocidade” verbal das críticas ao Governo, assim disputando o , agora, eleitorado comum, retintamente de direita , reaccionário e minoritário , felizmente, neste país.

Bem sei que Mº de Belém , Marcelo e até , aqui por erro de paralaxe, Sampaio da Nóvoa , disputam esta quimera, o eleitorado de centro, que Passos Coelho e Cia.

fizeram o favor de dissipar, para espanto dos “comentadeiros” a soldo dos possidentes dos órgãos de comunicação social, que nos divertem com os seus atoleimados comentários, mas que, por fim, prestam um serviço público inestimável , o de nos divertirem, fazendo-nos , de quando em vez , rir até às lágrimas com as suas alocuções e “previsões”.

Eu bem sei que tudo isto faz pensar em Marcelo, e é por tal , que uma vez mais me parece essencial, encurralá-lo com a política do quotidiano, das dificuldades e aspirações das pessoas , de modo descontraído, ainda que incisivo, simpático, ainda que persistente, agradável, ainda que corrosivo, divertido , ainda que inteligente. “ Isto” não pode ser um passeio de um candidato só. A Democracia não nos perdoaria, a todos e nenhum de nós.