Quando iniciei, em outubro de 2013, o mandato de Presidente da Câmara, de entre os objetivos traçados, estabeleci como prioridade afirmar a autarquia de Câmara de Lobos como a instituição catalisadora do desenvolvimento concelhio.
Durante décadas, em muitos círculos regionais, formou-se a perceção, errada, de que Câmara de Lobos não tinha massa cítica para operar, de moto próprio, um processo de transformação endógena nos tecidos social, cultural e económico.
Obviamente nunca concordei com tais opiniões. Fruto da minha experiência, acredito que Câmara de Lobos tem uma capacidade criativa extraordinária. Os cidadãos e as forças vivas têm grande vontade de participar na vida do concelho. Faltou criar as condições para que essas capacidades pudessem, naturalmente, aparecer!
É nesta linha que se inscreve a aposta no projeto Agenda 21 Local, iniciativa pioneira no contexto regional, que tem servido de mecanismo de mobilização dos cidadãos e das instituições, para, em conjunto com a autarquia e numa ótica participativa, olhar o concelho com liberdade e sentido crítico, e perspetivar as linhas estratégicas de desenvolvimento.
A este nível destaco a realização do «Seminário de Educação – Educar para o Futuro», que nas duas edições já realizadas contou com a participação de reputados especialistas, com os quais os professores e outros agentes educativos partilharam saberes. As conferências «Democracia e Liberdade» e «Segurança e Defesa» foram outros exemplos da importância de estabelecer parcerias com instituições regionais e nacionais para aprofundar o debate em torno de temas da atualidade.
No plano municipal, destaco em especial a implementação do projeto «Intervenção Social Participada», através do qual foram envolvidas centenas de pessoas e inúmeras instituições sociais e culturais do concelho, para realização do diagnóstico social concelhio, cujos resultados deverão ser apresentados a muito breve prazo.
Saliento também a forma como está a ser conduzido o processo de revisão do PDM que, após vicissitudes várias, foi retomado, quase do ponto zero, há cerca de um ano e meio. De forma aberta e participativa, a revisão do PDM está a ser conduzida por uma equipa interna da autarquia, que tem dinamizado várias iniciativas e fóruns envolvendo agentes de todos os quadrantes da sociedade civil local e regional, para recolha de contributos que permitam identificar os constrangimentos e oportunidades do município.
Estes são alguns dos exemplos das iniciativas realizadas ou apoiadas pela autarquia no decurso dos últimos dois anos, as quais têm promovido a partilha de saberes e de experiências, contribuindo para o enriquecimento cultural das nossas Gentes e para posicionar Câmara de Lobos como um polo cultural dinâmico, gerador de conhecimento e promotor de debate no plano regional e nacional.
Termino este meu artigo, fazendo votos de um Feliz e Santo Natal e um Próspero Ano Novo a todos vós!
Pedro Coelho