Na região muito se tem discutido sobre o transporte marítimo e aéreo entre a ilha e o território continental. Seria muito bom que a mesma atenção fosse dada à rede de transporte públicos terrestres. Refiro-me a onde a rede de transportes públicos é praticamente inexistente e rudimentar tendo em conta a importância da mobilidade das pessoas e os acessos para diminuir as distâncias, fixando estas e gerando um maior desenvolvimento económico local. Contrariamente continua-se a verificar que a conclusão da via expresso até a freguesia da Ponta do Pargo e o novo acesso entre o Jardim do Mar e o Estreito da Calheta ainda estão por realizar e foram promessas eleitorais do partido vencedor das últimas eleições autárquicas. Nos dias de hoje e atendendo ao numerário que foi tão mal gasto em obras que em nada beneficiaram os munícipes é desumano que a população envelhecida da freguesia da Ponta do Pargo para se dirigir à Calheta demore igual tempo numa deslocação entre a Calheta e o Funchal, além do estado degradado em que se encontram as várias estradas do concelho desde o Jardim do Mar – Calheta – Ponta do Pargo. Entre o Jardim do Mar e o Estreito da Calheta urge uma ligação com segurança fomentando uma maior dinamização na área turística nas duas freguesias junto ao mar e que são muito visitadas diariamente ao longo de todo o ano. Consideramos que durante o inverno e principalmente nos dias de mau tempo existe uma diminuição de visitantes da região porque a maioria das pessoas conhecem o perigo iminente desta estrada, o mesmo acontecendo aos que nelas vivem e que por questões profissionais são obrigadas a sair diariamente porque não têm alternativa mais segura colocando as suas vidas em permanente risco. Recentemente o corte das palmeiras na vila da Calheta mereceu o destaque de primeira página deste órgão da comunicação social, assunto que gerou alguma polémica, assim como deveria existir para tantos outros assuntos que merecem ser discutidos e resolvidos pelos nossos governantes e que infelizmente não dão a devida importância. Independentemente da veracidade das causas e dos factos que levaram ao corte das palmeiras adquiridas com dinheiro do erário público, a minha grande questão é esta: onde está a segurança das pessoas quando temos uma estrada tão perigosa como a que liga o Jardim do Mar ao Estreito da Calheta? Será que nesta questão a nossa segurança não está acima de tudo?! É lamentável... É porque esta segurança estende-se a todos aqueles que nos visitam quer por motivos de lazer ou de trabalho nomeadamente: o vendedor de fruta e verduras, de gás, do pão, entrega o Diário e o Jornal, recolha de lixo, transporte de turistas, vários operários da construção civil, funcionários dos hotéis e estalagens, dos bares, restaurantes e também do senhor Padre destas duas freguesias junto ao mar, etc. Como cidadã natural e residente no Jardim do Mar, gostaria de ver efetivadas as promessas realizadas nas eleições autárquicas de 2013 em prol de uma maior segurança, bem como a conclusão da via expresso até a freguesia da Ponta do Pargo. São estas estratégias que trazem mais conforto e segurança às populações do concelho como são geradoras de um maior investimento privado em vários sectores económicos que resultam na fixação e melhoria de vida de quem vive e acredita neste concelho banhado pelo oceano atlântico e pelo sol que proporcionam condições únicas à sua promoção.
Patrícia Sumares