1 – Marítimo-União, um duelo que se queria saudável dentro das quatro linhas, anda afinal, na boca dos presidentes. Não é entendível pela maioria dos adeptos destes dois clubes, a guerra que se está a desenvolver tendo como palco do conflito, o estádio dos Barreiros. Ambas as formações beneficiaram de milhões do erário público, ambas sobreviveram ao longo dos tempos graças aos apoios públicos! Não se compreende que diferendos pessoais se transformem em conflitos institucionais. O Marítimo e o União, são duas instituições que merecem respeito e sã conduta de quem os dirige. Ao longo dos anos, os dois clubes tiveram opções diferentes e caminhos ímpares. Cada um fez aquilo que entendeu ter sido o melhor para as suas cores. O Marítimo lutou sempre por um ligar na I liga sem nunca desprezar o crescimento das suas instalações, claro com a ajuda do governo! O União andou perdido pelas divisões secundárias, deixando quase ao abandono as instalações do vale paraíso, também apoiadas pelo governo. Só agora, graças ao presidente Filipe Silva, o União voltou, instalou-se entre os grandes e melhorou as suas condições de trabalho. Tudo bem! Agora o que não se entende, é esta troca de galhardetes entre presidentes, colocando na praça pública questões que eu considero pouco saudáveis para dois clubes e uma região que ao fim e ao cabo se confundem na essência, ou seja, que o verdadeiro adversário estará sempre lá fora! Este esgrimir de factos, alguns pouco ortodoxos na forma como são transmitidos para a opinião pública, não dignifica os intervenientes. É necessário chegar a um consenso entre as partes, a bem da imagem da Madeira. Não se realizar um jogo devido ao nevoeiro na Choupana, com os Barreiros disponível, é birra de crianças e é um revés para o nosso cartaz turístico! Em último caso que intervenha o governo! É óbvio que a utilização dos Barreiros carece de compensação, mas de forma simbólica, aliás, como faz e bem o Nacional, na cedência do seu estádio ao União. As questões de justiça, se é que existem, que se esgrimam nos tribunais! Em primeiro lugar deverá estar sempre os interesses desportivos dos dois clubes e turísticos da Região! 2 – Esta coisa das ofertas aos árbitros deveria ser encarada como uma questão muito séria. Como uma forma de aliciamento! Não me venham com essas tretas de que são simples brindes que eu não encaixo! Não há almoços grátis! E tem piada que alguns dos cangalheiros que dirigem a arbitragem a nível nacional e regional, estão caladinhos que nem uns ratos! Aliás repare-se as orelhas moucas que essa gentinha tem feito das declarações em jeito de denúncias do “excomungado” Marco Ferreira. Repare-se também há quantos anos por lá andam!
Mário Gouveia Jornalista