(Um professor identificado) Muito se tem falado, como acontece a cada ano escolar que passa, nos famosos “destacamentos” de professores. Concordo com a maior parte das críticas que têm surgido, embora não se deva condenar os objectivos nobres de alguns “destacamentos”. No entanto, convém esclarecer uma pequena-grande confusão que tem sido feita, apesar do DN ter mostrado os números certos: este ano há, de facto, 522 professores destacados, mas nem todos são treinadores de futebol nem andam pelos clubes de outras modalidades. Esses são apenas 75 dos tais 522. Os restantes estão em departamentos de cultura (20), na administração local (10), nos sindicatos (7), nas casas do Povo (6), e a esmagadora maioria (exactamente 253) estão destacados noutras escolas. Ou seja, a grande maioria dos professores destacados continua a dar aulas, embora noutra escola que não a sua.

Esclareça-se isto, porque não se pode meter tudo no mesmo saco.