João Teixeira A vida política na Madeira mudou.

Para o bem ou para o mal o PSD-M mudou de estilo e de bandeiras.

Portanto, oposições diferentes precisam-se porque são necessárias e urgentes. Mas não perceberam, não querem perceber, ou não são capazes de perceber.

O PS-M julga que basta utilizar o slogan MUDANÇA para incentivar as pessoas a escolherem a sua suposta alternativa, com aquele líder que não inspira confiança mínima, sem uma estratégia, com bandeiras que vão sendo assimiladas pelo PSD de Albuquerque, sem um estilo convincente, até ultrapassado, tende a ficar esmagado.

Repare-se como assistiu de “cadeira” às eleições no PSD

1.ª volta. Pior, a liderança, certamente com receio de perder o seu efémero poder, negou umas eleições internas abertas para escolher o candidato a Presidente do GR, como as que haviam determinado a vitória de António Costa a nível nacional que dariam outra dinâmica ao Partido. Entretanto, os apoiantes internos de Costa (que ganharam as eleições na Madeira) permaneceram mudos e quedos.

Quando a 2ª volta das eleições no PSD apontaram para Albuquerque (parece que nunca haviam previsto esta hipótese, mais do que lógica ), através da CMF e do seu “líder” entram na liça duma forma que só pode ser lida como – “temos medo de Albuquerque!”. Albuquerque agradeceu e convenceu os que ainda duvidavam de que era o melhor candidato.

As bandeiras vão caindo – a da falta de democracia, a da linguagem imprópria, a do estilo autoritário, os dinheiros para os Partidos e normalmente ainda cairão os subsídios para o JM e outras.

Além disso, a gestão camarária no Funchal e a do Porto Santo não correspondem à Mudança proclamada, antes pelo contrário.

Portanto, PS-M fica “enrasacado” porque não se consegue qual o seu projecto e quais as pessoas capazes de o implementar e julga que utilizando o estilo de AJJ consegue alguma coisa – Jacinto Serrão faz uma comparação de Albuquerque com Jardim utilizando uma terminologia já em desuso e as intervenções na AR continuam no estilo de gritaria como para contrapor ao estilo de JR que agora está calado.

O CDS só queria ser bengala do PSD-M, mas no caso de este ter maioria absoluta fica a ver navios. Para se afirmar não consegue ultrapassar o “tacticismo”, estilo Portas, a que não corresponde uma linha programática credível. E por mais que o DR. Ricardo Vieira tenha dado lições de táctica de ataque rasteiro ao candidato Manuel António, contra Albuquerque (que se mostraram-se desajustadas e contraproducentes no último debate), insiste nas mesmas para as Regionais o que mostra um desnorte que não esperava da sua capacidade intelectual, mas que compreendo perante o afundamento do CDS, sem bóia de salvação.

Acabo como comecei: OPOSIÇÃO PRECISA-SE.