Análise à I Liga Este fim-de-semana tornou-se histórico para o Clube Sport Marítimo. Em mais de cem anos de futebol em Portugal, pela primeira vez uma equipa sénior participou em todas competições nacionais de futebol. Marítimo A, B e C jogaram respectivamente para a primeira e segunda ligas e para o campeonato nacional de séniores. E com resultados foram bem positivos, somando duas vitórias. Trata-se de mais um marco na já imensa e longa história do nosso Marítimo. No jogo de sábado frente à Académica os adeptos que se deslocaram ao Estádio do Marítimo viram pela primeira vez as equipas a entrar no relvado pelos novos acessos, bem como tiveram a oportunidade de vislumbrar o avanço significativo das obras no estádio. O vosso ‘cronista’ teve a oportunidade de visitar ‘in loco’ a parte nova do complexo dos Barreiros e posso-vos garantir que a obra que está em curso irá deixar todos os Maritimistas – e acredito que a maioria dos Madeirenses também – orgulhosos das novas instalações, finalmente dignas de um clube com o historial e peso do CS Marítimo. A verdade é que, contra tudo e todos aqueles que não querem ver o Marítimo a jogar no seu estádio, a obra avança. Há que dar mérito a quem nunca desistiu e ainda hoje persiste em concretizar um velho sonho de todos os verde-rubros! Na semana passada escrevi que tinha observado um Marítimo que, mesmo estando em construção, já apresentava uma organização e modelo de jogo interessantes e com uma assinatura já visível do novo técnico. Frente à Académica, Leonel Pontes, como era expectável face ao jogo no Dragão, retirou um dos médios de maior contenção (Fernando Ferreira) e meteu um criativo (Theo Weeks), dando desde logo maior acutilância ofensiva à equipa e maior posse de bola. Se na primeira parte as equipas ainda encaixaram na luta a meio-campo, embora com maior pendor para os verde-rubros, com a entrada de Maazou para jogar ao lado de Dyego Sousa, o Marítimo caiu em cima dos ‘estudantes’ e, após 45 minutos de bom futebol, o resultado apenas peca por escasso. A vitória é justa e bastará relembrar que o primeiro remate dos jogadores da Académica enquadrado com a baliza de Salin surgiu apenas na segunda parte e já depois de a sua equipa estar a perder por duas bolas. Com esta vitória, a primeira de 2014/2015, o Marítimo soma a 4ª vitória consecutiva em casa, a oitava vitória nos últimos nove jogos disputados nos Barreiros. Mesmo com as obras em curso o inexpugnável ‘Caldeirão’ está a regressar. Foi também notícia na sexta-feira que por ordem do Ministério das Finanças estava suspenso o pagamento da subvenção ao Marítimo. A razão, segundo avançava a notícia, prendia-se com o Marítimo ainda não ter desistido dos processos que intentou contra o Governo Regional, nomeadamente pelo tratamento desigual da sua equipa B face ao outro emblema da Segunda Liga, a União SAD, bem como pela quebra unilateral do primeiro contrato de programa estabelecido para a construção do Estádio dos Barreiros. Esta situação decorre do último contrato de programa estabelecido com os clubes regionais, que coloca a proibição dos clubes regionais agirem judicialmente contra o governo regional. Para além das enormes dúvidas sobre a legalidade que esta cláusula me levanta – e sobre esta matéria há dezenas de acórdãos do Tribunal Constitucional e do Supremo Tribunal de Justiça sobre a inconstitucionalidade e ilegalidade do condicionamento ou impedimento do acesso aos tribunais – esta decisão do GR e não do Ministério das Finanças é violadora das próprias regras que o mesmo fixou em Portaria para a atribuição das subvenções aos clubes do Pote 1 e, mais uma vez, um tratamento discriminatório face ao nosso clube. Mas nada que já não estejamos habituados a ultrapassar. Luís Miguel Rosa
Análise à I Liga
Este fim-de-semana tornou-se histórico para o Clube Sport Marítimo. Em mais de cem anos de futebol em Portugal, pela primeira vez uma equipa sénior participou em todas competições nacionais de futebol. Marítimo A, B e C jogaram respectivamente para a primeira e segunda ligas e para o campeonato nacional de séniores.
E com resultados foram bem positivos, somando duas vitórias. Trata-se de mais um marco na já imensa e longa história do nosso Marítimo.
No jogo de sábado frente à Académica os adeptos que se deslocaram ao Estádio do Marítimo viram pela primeira vez as equipas a entrar no relvado pelos novos acessos, bem como tiveram a oportunidade de vislumbrar o avanço significativo das obras no estádio. O vosso ‘cronista’ teve a oportunidade de visitar ‘in loco’ a parte nova do complexo dos Barreiros e posso-vos garantir que a obra que está em curso irá deixar todos os Maritimistas – e acredito que a maioria dos Madeirenses também – orgulhosos das novas instalações, finalmente dignas de um clube com o historial e peso do CS Marítimo. A verdade é que, contra tudo e todos aqueles que não querem ver o Marítimo a jogar no seu estádio, a obra avança. Há que dar mérito a quem nunca desistiu e ainda hoje persiste em concretizar um velho sonho de todos os verde-rubros!
Na semana passada escrevi que tinha observado um Marítimo que, mesmo estando em construção, já apresentava uma organização e modelo de jogo interessantes e com uma assinatura já visível do novo técnico. Frente à Académica, Leonel Pontes, como era expectável face ao jogo no Dragão, retirou um dos médios de maior contenção (Fernando Ferreira) e meteu um criativo (Theo Weeks), dando desde logo maior acutilância ofensiva à equipa e maior posse de bola. Se na primeira parte as equipas ainda encaixaram na luta a meio-campo, embora com maior pendor para os verde-rubros, com a entrada de Maazou para jogar ao lado de Dyego Sousa, o Marítimo caiu em cima dos ‘estudantes’ e, após 45 minutos de bom futebol, o resultado apenas peca por escasso. A vitória é justa e bastará relembrar que o primeiro remate dos jogadores da Académica enquadrado com a baliza de Salin surgiu apenas na segunda parte e já depois de a sua equipa estar a perder por duas bolas. Com esta vitória, a primeira de 2014/2015, o Marítimo soma a 4ª vitória consecutiva em casa, a oitava vitória nos últimos nove jogos disputados nos Barreiros. Mesmo com as obras em curso o inexpugnável ‘Caldeirão’ está a regressar.
Foi também notícia na sexta-feira que por ordem do Ministério das Finanças estava suspenso o pagamento da subvenção ao Marítimo. A razão, segundo avançava a notícia, prendia-se com o Marítimo ainda não ter desistido dos processos que intentou contra o Governo Regional, nomeadamente pelo tratamento desigual da sua equipa B face ao outro emblema da Segunda Liga, a União SAD, bem como pela quebra unilateral do primeiro contrato de programa estabelecido para a construção do Estádio dos Barreiros. Esta situação decorre do último contrato de programa estabelecido com os clubes regionais, que coloca a proibição dos clubes regionais agirem judicialmente contra o governo regional. Para além das enormes dúvidas sobre a legalidade que esta cláusula me levanta – e sobre esta matéria há dezenas de acórdãos do Tribunal Constitucional e do Supremo Tribunal de Justiça sobre a inconstitucionalidade e ilegalidade do condicionamento ou impedimento do acesso aos tribunais – esta decisão do GR e não do Ministério das Finanças é violadora das próprias regras que o mesmo fixou em Portaria para a atribuição das subvenções aos clubes do Pote 1 e, mais uma vez, um tratamento discriminatório face ao nosso clube. Mas nada que já não estejamos habituados a ultrapassar.
Luís Miguel Rosa