A generalidade das selecções europeias chegam quase de rastos ao fim da segunda jornada desta fase de grupos. Fica a ideia que ainda não é desta que será derrubada a tradição: nos Mundiais que se disputam na América, ganha sempre uma selecção sul-americana. Excepção feita à Holanda, Bélgica e Croácia, as selecções europeias só conseguiram vencer quando defrontaram ?outra equipa da Europa. A supremacia sul-americana nos Mundiais fora da Europa não se repercute apenas nos resultados. Se analisarmos a condição física das selecções presentes neste Mundial, é fácil perceber que os jogadores que actuam nos principais campeonatos europeus estão quase todos a ‘estoirar’ primeiro que os restantes. Sintomático! Como prova maior, o Mundial tem de começar a ser encarado e a ser preparado de outra forma, eventualmente obrigando a encurtar os campeonatos em função da fase final do Mundial. Não deve ter sido por acaso que o campeonato nacional que mais tarde chegou ao fim, em Espanha, ?coincide com a principal desilusão deste Mundial. Até agora, claro! A estes factores acresce a aparente deficiência na preparação dos jogos. Portugal, por exemplo, não treinou nenhuma vez à hora e nas condições meteorológicas de cada um dos seus primeiros três jogos. Um absurdo que só é relevado porque a bola não entra... mas que não pode passar em claro!

Agostinho Silva em Campinas [email protected]