
‘Saída limpa’, uma expressão que se tornou comum para os portugueses, mesmo que a esmagadora maioria não faça a mínima ideia do que se trata e, pior, não sinta qualquer efeito dessa grande vitória das finanças e do governo. Uma vitória de Pirro que deixou uma montanha de vítimas, desempregadas, excluídas, sem esperança e que vão continuar nessa situação por muito mais tempo. Falar em vitória roça a estupidez.
A ‘troika’ saiu... mas volta antes do final do ano e já foi dizendo que não aceita qualquer rebeldia. Portugal fica em liberdade condicional, até ver.
Quanto à Madeira, nem com pulseira electrónica se safa. A austeridade vai continuar e a saída nãos e sabe se será limpa ou suja, mas certamente ficará com nódoas.
Parece que depois de todo este massacre, continua a faltar dinheiro para cobrir a limpeza que foi feita ao longo de anos e levou a uma dívida pública de dimensões catastróficas.
Limparam-se os cofres até só ficar pó... e hipotecou-se o pó. Fez-se obra, gastou-se, bem e mal, talvez na mesma proporção e nunca se pensou na saída. Suja, certamente.