Valeriano Rosário Longe vão os tempos, em que nesta altura do ano, deparávamos com uma enorme azáfama de gente por todo o lado, na preparação cuidada para a celebração do nascimento do Menino Jesus! Encontro de famílias, lotação esgotada nos hipermercados, alegria da aproximação das festas, sobretudo nas crianças a delirarem com o momento Natalício, vinha a famosa matança do porco, iguarias para todos os gostos, circos etc,etc.

Numa altura em que todos nós devíamos estar a vibrar a tão desejada época, não será demais afirmarmos que aquilo que nos estão a fazer tornou-se uma agonia e crueldade, de tal modo, que considero um verdadeiro pesadelo, que deixa marcas profundas, fundamentalmente nos mais desprotegidos, crianças, idosos, sem abrigos, desempregados e outras vítimas deste descalabro miserável!

É o povo e sempre o povo a pagar a fatura das más politicas ao longo de décadas, com um país mergulhado na corrupção, com desigualdades sociais cada vez mais acentuadas, instituições de caridade espalhadas por todo o lado na recolha de alimentos e às toneladas, fazendo-nos crer que o desespero tomou conta de nós e que nunca mais nos vemos livre da atual situação!

Deste ponto de vista não partilham alguns responsáveis políticos, que sob uma capa de hipocrisia e cinismo disfarçado nos vão dizendo; estamos no caminho certo, deixaram-nos esta herança, não estamos a trabalhar para ganhar eleições e outras campanhas que nos entram porta dentro e que nada de novo nos traz!

No entanto e apesar de ouvirmos sempre a mesma ladainha, os comentários mais chocantes que nos deixa todos à beira de um ataque de nervos são as seguintes:

todos sem exceção, se valem do povo para propaganda barata e más políticas, revelando uma destreza de tal ordem e impressionante, quase levando-nos a chorar, como se fossemos uma cambada de tolos!

Já dizia o provérbio: «dá-se uma no cravo outra na ferradura, para ele não se mexer». A exemplo disso gostaria de relembrar: «li num matutino, que o Ricardo Salgado, antigo presidente do BES, que deixou uma cratera financeira do tamanho do buraco do ozono, que contribuiu para o descalabro da economia portuguesa, vai todos os domingos à missa na sua capela reservada aos familiares, lá para os lados de Cascais».

Salvo a liberdade religiosa, ele vai lá pedir o quê?

É preciso ter lata.