A.G. Mendonça A saída de cena da política regional do atual líder madeirense, só acontece porque o indivíduo em questão tem outras ambições politicas.
A ida para a Assembleia da Republica não deverá acontecer porque é um voo rasante e o que ele pretende são voos mais altos. No seu horizonte estará uma candidatura a Belém ou a liderança do PSD Nacional. Tem poucos dias que ameaçou a liderança do partido dizendo que nós ainda vamos lá pô-los na rua. Só não disse se iam por mar, pelo ar ou se seria através das fronteiras com a Espanha.
Também poderá querer liderar a mudança do regime, coisa que ele fala muito e o seu grande sonho da implantação da IV República, estou convencido não tarda nada. Não esquecer que ainda há poucos dias numa festa laranja ele anunciou pretender ajudar os portugueses a mudar o que tem que ser mudado e muito depressa mudado.
Mas temos de recuar bastantes anos no tempo para recordar um episódio relativo às suas ambições políticas.
Luís Filipe Malheiro escreveu que o PSD da Madeira ia tomar conta do PSD Nacional, até que chegou a vez do líder regional apresentar a sua candidatura à liderança do partido. Quando os jornalistas perguntavam a alguns dirigentes do partido o que achavam da candidatura em apreço, eles sorriam e perguntavam se eles estavam a falar a sério. No discurso de candidatura ao qual se apresentou de fato novo o candidato declarou que tinha vitórias mais que muitas. De pouco lhe valeu a propaganda das vitórias pois sabiam de antemão que não era uma candidatura para levar a sério.
Hoje passados vários anos, o capital político é bem maior, pois conseguiu entre outras coisas, fazer dívida de 6500 milhões de euros dos quais 1100 milhões não se sabe onde foram gastos, levar a região à banca rota tornando a vida dos cidadãos bem mais difícil inclusive provocando a miséria em muitos lares madeirenses.
Resta referir uma pérola produzida pelo ainda líder do PSD/M. Segundo declarações suas, os cinco partidos com assento parlamentar na Assembleia da República, proibiram os órgãos de comunicação social do Continente de falarem sobre as propostas da revisão da constituição apresentadas pelos deputados do PSD/M. Este senhor demonstra claramente não ter noção do ridículo e da asneira, estar senil e não ter condições para o exercício de funções públicas quaisquer que elas sejam. Boas festas para toda a estrutura do DN e seus leitores.