“Minhas senhoras e meus senhores, quando puderem vão ao Funchal e vejam como a cidade está bonita com as obras na frente mar”, afirmou um dos candidatos à liderança do PSD em campanha aos militantes em Machico. Como se os milhões gastos através da Lei de Meios para valorizar a ‘baixa’ funchalense contribuísse para a felicidade dos machiquenses ou de qualquer outro cidadão rural. Bom proveito lhes faça!
Da mesma forma que os lisboetas devem se sentir ‘orgulhosos’ pelo facto do presidente edil ter doado à fundação do benemérito Mário Soares uns valentes donativos.
Para António Costa, candidato a 1º ministro deste país, é mais importante a caridade municipal para com o fundador do PS do que para os sem-abrigo que gravitam famintos pela capital. Lá como cá, tanta impunidade, tantos milhões em saco roto para depois o contribuinte continuar a pagar as faturas. E o futuro continua a ser pouco sombrio com a chegada de novos aumentos no ano novo.
Agrava-se a tendência para a capital madeirense ser cada vez mais a “menina bonita’ dos nossos governantes, a exemplo da sociedade, onde os ricos continuam mais ricos e os pobres, mais pobres, contribuindo cada vez mais para a desertificação rural.
Se os nossos governantes querem mais e melhor autonomia, também têm que começar a pensar em descentralizar. Quando se fala num novo hospital ainda não vi ninguém defender a sua construção fora do Funchal. E porque razão todas as secretarias do GR continuam sedeadas na capital? Mas não, é tudo para o Funchal que até levaram a estátua da ‘Cicciolina’ que ficava bem melhor ‘junta pelo povo’ em Santa Cruz e na entrada e saída do aeroporto do que numa rotunda para ‘mostrar as mamas’ e dar energia à EEM.
Depois do Nacional chegar à frente e prestar o seu tributo ao melhor do mundo através do Cristiano Ronaldo Campus, o jogo vai ficar empatado´ com um monumento do JM ali para os lados do Almirante Reis, bastião do Marítimo. Quem poderia desempatar era o GR se ao condecorar, brevemente, CR7 anunciasse que iria disponibilizar outro espaço para o seu museu, pois o grande promotor da Madeira justifica um local com melhor acessibilidade e outra visibilidade para ‘guardar’ tanto ouro, por exemplo em frente à discoteca Vespas, onde passeiam milhares de turistas.
Outra forma de homenagear o fenómeno madeirense seria associar CR7 à região podendo o aeroporto chamar-se Aeroporto CR7 Madeira, uma mais-valia para ajudar a promover a terra onde nasceu.
Miguel Justino