Manuel Ferreira Será que esta gente que se candidata à liderança do PSD, e já vão seis, não aprendeu nada com os erros do chefe? É que segundo me dizem militantes sociais-democratas que têm ido às sessões de esclarecimento ou têm sido contactados em casa, alguns dos candidatos andam a prometer muita coisa que sabem que não vão poder cumprir. Simplesmente porque não há dinheiro. E eles sabem sabem que não há porque, também, ajudaram a gastá-lo à tripla forma. O Jaime Ramos ainda não teve tempo de prometer nada, a não ser um banco social. Uma espécie de banco para pobres. Não se sabe se bom ou mau. Os mais comedidos nas promessas parecem ser o Cunha e Silva e o Manuel António. Talvez porque estão no Governo, por dentro da coisa, e sabem o estado a que isto chegou. O Sérgio Marques lá vai coligindo umas ideias de uns e de outros e das oposições e lá vai rendendo pano velho como se fosse novo. Mas parece que os campeões do bacalhau a pataco são os Miguéis. O Sousa promete subsídio para tudo, apesar de dizer que não há dinheiro para as actuais despesas. Quanto ao Albuquerque, parece que muda de opinião de freguesia para freguesia conforme a plateia, mas leva o recorde das promessas, nomeadamente obras, caminhos, ruas, becos...e até aquela de ceder terrenos públicos no Caniçal para construir casas particulares. Do que se vai ouvindo, também, tem prometido muitos lugares a muita gente: deputados, directores regionais, secretários... meia cidade do PSD já foi convidada para um cargo público. Será que ainda levam estes candidatos a sério? E será que não perceberam que deviam estar a fazer campanha interna para os militantes do PSD, em vez de andarem já a enganar os eleitores. Tentam passar a ideia que o PSD já ganhou as próximas eleições e que um deles será Presidente do Governo. Mas talvez se enganem e os eleitores lhes preguem uma valente partida como aconteceu nas eleições autárquicas.