O secretário regional dos Transportes dos Açores, Vítor Fraga, disse hoje continuar a acreditar que a liberalização das ligações aéreas entre o continente e duas ilhas do arquipélago estará em vigor em março de 2015.
"Nós queremos acreditar, e fazendo fé naquilo que foi transmitido pelo Governo da República, nomeadamente pelo senhor secretário de Estado [dos Transportes], que tudo se irá concretizar dentro dos 'timings' que estavam devidamente estipulados, ou seja, que no final de março do próximo ano o novo modelo de transporte aéreo estará implementado na região", afirmou Vítor Fraga, à saída de uma reunião com o vice-diretor da companhia Ryanair.
Sérgio Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, disse na semana passada que a liberalização do espaço aéreo dos Açores é "irreversível" e que a proposta do Governo Regional (em acordo com o executivo nacional) está a ser analisada pelo Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), para garantir a aprovação por parte de Bruxelas.
No mês passado, o executivo açoriano apelou à aprovação do novo modelo de transporte aéreo para as ilhas o mais depressa possível, para poder estar em vigor na época alta de 2015. A expetativa do Governo Regional era que tivesse ido ao Conselho de Ministro durante o mês de setembro, o que não aconteceu.
Depois de já ter recebido a easyJet, Vítor Fraga reuniu hoje com Niall O'Connor, da Ryanair, que se deslocou a Ponta Delgada para "discutir a potencialidade para a Ryanair operar e trazer turistas para as ilhas dos Açores".
Nial O'Connor assegurou que para já não existe decisão da companhia aérea irlandesa de baixo custo ('low cost') começar a voar para o arquipélago dos Açores, admitindo, no entanto, a potencialidade da rota.
"É certamente uma opção a considerar. Nós já temos atividade em Portugal, com um número significativo de transporte de passageiros no mercado. Transportámos seis milhões de passageiros este ano. Portanto, o passo mais lógico é considerarmos o tráfego para as ilhas dos Açores e estamos muito contentes por estarmos aqui a discutir isso", disse aos jornalistas.
"Em termos de preço, posso garantir que será o mais baixo na indústria, como sempre o fizemos. Nós temos uma tarifa base, de momento, cifrada nos 48 euros em toda a rede. Mas quem sabe se não poderá ser mais baixa. Mas isso depende das rotas, da frequência, depende de uma série de fatores", acrescentou.
