Da semana que passa ficam sob suspeita:
Os 'criativos'. 'Tudo pelo...', 'Todos por...', 'Mais pelo...'. Basta dar meia volta a ilha para constatar que os cartazes dos candidatos apoiam-se em meia dúzia de palavras de ordem, vagas e redundantes. Pior que a crise financeira é a escassez de ideias.
Os 'fura adros'. Trajam de laranja, armam coreto como se fossem banda de música e pisam chão sagrado sem se benzerem. Chega. O que aconteceu ontem nos adros de várias paróquias da diocese do Funchal é assunto para a Conferência Episcopal resolver, já que o bispo local, sucessivamente desautorizado pelo poder, perdeu qualquer legitimidade para intervir. Nalguns casos só faltou que as bandeiras do PSD subissem ao altar.
Os esganiçados. Foram vários os enervados, sobretudo afectos à direita arrogante, que se revoltaram com os resultados de mais uma sondagem sobre as intenções de voto no Funchal e até cuspiram no DIÁRIO alegando “jogada suja”. Relaxem. No próximo domingo publicamos mais uma, embora sem a pretensão de antecipar o resultado eleitoral. Por muito que barafustem, antes, durante e depois do acto, lembrem-se que o povo é soberano.
O porta-voz da Comissão Política do PSD-M. Não é a primeira vez que quem resume os monólogos nocturnos que dão uso à sede dos Netos prima pela alucinação. Por vezes uns têm que ler o texto desenquadrado feito de véspera pelo chefe. Noutras há quem tenha que fingir diálogo e unidade após reuniões humilhantes. Sobre o que se passou realmente, nem uma palavra, até porque isso o DIÁRIO vai tentar saber. A última sessão de declarações à comunicação social foi um logro. Como soprou um dos candidatos convocado para fazer número, mas que, afinal, nada disse sobre a duvidosa campanha, há reuniões que só existem para que possa haver conferência de imprensa no final.
O vigia do JM. Tenha lá cuidado com o que escreve, ou com o que dita aos escribas de serviço, pois os distribuidores continuam a forrar os bancos das igrejas com o pasquim do poder. E como há quem o folheie durante a maçadora pregação, convinha não usar as páginas para ofender o semelhante, mesmo que as ditas acabem por servir para embrulhar o peditório dominical.
A fruta! A festa do Pêro deu para tudo. Na falta de melhor, até permitiu abordar eventuais melhorias no preço da banana. O importante era disfarçar o pêro, que dada a pressa em fazer eventos oficiais antes das eleições, estava verde, rijo e amargo.
Rui Alves. O presidente Nacional devia ler o que muitos sócios e adeptos acham da última entrevista que negociou com um jornal local. “Daqui a 2015 é uma eternidade!”, comenta-se entre os alvi negros.
O delegado da Liga. Ainda ninguém mostrou quem foi o corajoso madeirense que obrigou o Nacional à porta fechada. A ser verdade que há revanchismo na jogada, temos história.
O marketing do Marítimo. A ideia de renomear o estádio dos Barreiros roça o estruturante. Assim sendo, houve quem se pussesse em campo com ironia. “Se o Braga tem o estádio AXA, porque é que o Marítimo não pode ter o estádio AFA!!!???”, remata o criativo.
A ERC e o SJ. Ou não trabalham ao fim-de-semana ou então devem achar que jornais e jornalistas devem limitar-se a acatar ordens e deliberações, não devem fazer perguntas à sexta-feira à tarde e inibir-se de pedir pareceres ou intervenções urgentes quando está em causa o direito à informação. Como alguns dizem por lá, “coisas domésticas não dão mediatização, pá”!
As finanças. Por várias razões. Mas sobretudo porque não se lhe conhece a capacidade de fazer descontos, nem perdoar juros e coimas à grande maioria dos contribuintes. Mas há quem escape. Já agora, em que campo da declaração fiscal essa malta amiga que ganha umas massas em esquemas piramidais deve fazer o devido registo?