Marianela Correia Quando me propus ter uma horta estava longe de saber a paz que iria sentir ao estar em contacto com as raízes do ser humano - a “mãe” terra! Estava longe, afirmei... do prazer em semear, plantar, cuidar e colher, produtos de qualidade e sabor ímpares, mas também, longe de saber os desprazeres que iria sofrer, sempre que a minha horta era alvo dos amigos do alheio. Desde o ano que estas hortas foram entregues, que vigora a lei da “selva” nas mesmas. Senão vejamos : nas Hortas do Amparo, os furtos e estragos de uns às dos outros, seus concidadãos perpetuam-se desde o início da sua atribuição. Sendo assim, quero aqui , na secção de Cartas do Leitor deixar explícito o seguinte: - pede-se ao Ladrão que roubou um banco de madeira maciça, adquirido na loja ‘A Casa’, em 2011, que o devolva à horta nº 5, que me foi atribuída e, portanto, tudo o que nela se encontra pressupõe-se que seja fruto do meu trabalho. No meu dicionário de português corrente não existem palavras para lhe chamar! Quiçá num onde impere toda uma vastidão de linguagem calão. Tão pouco me daria a essa perda de tempo. Prefiro antes usá-lo para reabilitar o meu coração dos estragos que você (será que é gente, alguém? Nem sei...) causou no meu coração. Pode estar agora a rir, mas tudo isso tem um preço no decurso da sua evolução espiritual. Perante a Lei universal da Justiça haveremos de nos cruzar novamente, para que você ( é alguém?...) se possa redimir e colher os frutos dos males que causou. Assim espero e faço votos para que seja em breve. Quero ainda expressar à Câmara Municipal do Funchal a minha gratidão, pela cedência de tais espaços aos cidadãos madeirenses. E ainda, expresso o meu obrigada a todos os que nas referidas Hortas têm comportamentos cívicos . À vizinhança destas que sempre se mostraram exímias na sua conduta, também expresso o meu obrigada. O ladrão das Hortas do Amparo vive lá dentro... cumprimenta-nos com um sorriso dissuador e trai-nos pelas costas!... devolva o banco que levou por engano! (estava a brincar - você roubou-o!)