Paula C. Oliveira Passo férias no Porto Santo há 12 anos e tenho uma casa no Sitio da Ponta há 9. Sendo do continente , acho que posso dizer que conheço razoavelmente a ilha.

Conheço os excessos de velocidade atrozes que se verificam todos os dias e a todas a horas na “recta” em frente ao condomínio.

Todos os anos dezenas de animais são atropelados. Ontem à noite, mesmo aqui em frente foi a vez de outro animal atropelado por um Mercedes que nem sequer se dignou a parar. Por acaso o cão tinha dono.

Hoje, para eu passar na passadeira , um carro parou e outro logo e seguida o ultrapassou travando quando me viu atravessar. Esta falta de cultura automobilística acompanhada pela falta de humanidade de alguns é um cocktail pouco agradável.Um destes dias pode ser uma criança.

Como é que é possível que numa localidade a velocidade seja de 80 km/h como podem ver nas fotos anexas? Deve ser o único sitio do país onde é permitida esta velocidade ao arrepio do próprio código da estrada.

Já escrevi para a CMPS em tempos alertando para o facto e sugerindo a colocação de lombas para evitar desrespeitos pela velocidade recomendada ( que devia ser 50km/h ou menos). Parece que a estrada é regional e a CMPS não pode fazer nada.

É claro que , numa ilha tão pequena como esta e que supostamente se quer vocacionar para o turismo, não pode haver este perigo constante à saída de casa. Este desassossego barulhento e desnecessário num sitio onde o que mais sobra é tempo para percorrer as distâncias ridiculamente pequenas para carros de alta cilindrada. Nesta ilha não devia ser permitido sequer trazer carros de fora a baixo preço. Devia haver um pagamento alto a favor da CMPS por exemplo ( e não a favor dos Sousas e do Lobo Marinho) para quem quisesse trazer o seu carro de férias. Não seriam medidas populares com certeza. Mas seriam medidas de bom senso. Porto Santo não é para fazer corridas- Compreendo que as pessoas possam querer fazer como vêm fazer nos filmes ou noutras terras. Mas não podem querer o melhor de 2 mundos: viver e usufruir do ultimo paraíso na terra e armarem em Fangio do alto das suas carroças.

Esta educação e disciplina só é possível com regras claras e com vigilância. E é incompreensível e até caricato saber que a PSP do Porto Santo não dispõe de radar.

O Dr. Alberto João Jardim não consegue ter mão num punhado de metros de estrada?? Bela anedota.