A. B. Aproxima-se a grandiosa Festa do Senhor (a nossa festa dos fachos), no concelho de Machico, e mais uma vez nos é negada a presença da nossa Banda Filarmónica. Fico triste por esta situação ridícula, grotesca e até caricata, mas também quero dizer que quem julgava que com esta teima a Banda de Machico iria apagar-se, esconder-se ou simplesmente resignar-se a esta condição que lhes foi imposta pelo Sr. Cónego enganou-se redondamente. Não ficaram nem se sentem derrotados!

A população continua a amar e a acarinhar uma banda que viu crescer e tornar-se parte integrante da nossa terra, um dos nossos marcos culturais. O povo não se resigna! Temos inclusivamente um MACHIQUEIRO que fez questão de subsidiar a nossa querida Banda para que ela toque nesta grande festa. Embora não o possam fazer no centro da vila, junto à igreja como era tradição, eles vão tocar junto do povo e para o povo na Banda d’Além.

A Banda Filarmónica da nossa terra não baixou os braços e continua com a mesma garra e determinação. Os convites para tocarem noutras paróquias continuam. Ainda há pouco tempo, a BMM foi convidada para tocar, pelo seu mérito, no Encontro de Bandas de Câmara de Lobos. Na Semana Gastronómica, a nossa Banda tocou e encantou quem os ouviu, acompanharam a Vânia Fernandes e mostraram mais uma vez a magnífica orquestra que são, recebendo aplausos e elogios de todos.

É realmente lamentável e vergonhoso saber que temos uma magnífica Banda e que preferem convidar e pagar a outras bandas para tocarem nas nossas festas. Dizem que o que é do vizinho é melhor, SERÁ? Deixo claro que não tiro o mérito das outras bandas, mas a nossa em nada lhes fica a dever!

Quero ainda assim acreditar que o Sr. Cónego vai dar ouvidos à razão e vai trazer de volta os seus filhos banidos por ele, os filhos pródigos, que tem sido a Banda Filarmónica de Machico.