Carlos Gonçalves (chefe regional do CNE Madeira) Antes de mais apresento as minhas desculpas aos leitores do DN por, uma vez mais, terem que ler sobre este assunto. No entanto, na qualidade de Chefe Regional do CNE na Madeira, sinto-me na obrigação de, PELA ÚLTIMA VEZ, falar deste assunto respondendo ao ilustríssimo Sr. Prof. Manuel António Freitas, no seu artigo publicado no dia 16 do corrente mês.
1. Fico satisfeito com o facto de se retratar e, de certa forma, voltar um pouco atrás daquilo que foram as suas primeiras declarações, alarmistas e pouco credíveis, concedidas ao DN que veio por em causa o bom nome do CNE e dos seus Dirigentes;
2. Quanto ao facto de ter estado no local da ocorrência e ter questionado as regras de seguranças e ter socorrido a crianças, etc… , os testemunhos que recebi de vários dirigentes, também presentes no local, não correspondem às suas discrições. É apenas a sua palavra contra a “palavra de Escuteiro”;
3. Quanto ao não reconhecimento do erro, lamentamos mas o que aconteceu foi um acidente e não um erro. Os acidentes acontecem em qualquer local e situação, incluso na nossa própria casa. Se há movimento mais democrático existente neste Planeta, então esse Movimento é o ESCUTISMO. Por esse facto, a avaliação e a consequente assunção do erro, é constante nas nossas ações e uma prática com mais de 100 anos;
4. Quanto a afirmar que houve, naquele caso, negligência grave, não está correto, pois, todas as medidas de segurança estavam acionadas e funcionaram corretamente;
5. Quanto aos dois factos “esmagadores e concretos “ que refere: (1) “Foi feito um fogo ilegal”. ERRADO. O fogo foi legal. É uma prática decorrente das metodologias do Escutismo desde o ano de 1907 e proposto pelo nosso fundador Baden-Powell. Sempre que se faz a atividade denominada de “fogo de conselho” há um pequeno fogo que é feito, seguindo as regras de segurança. Nada impedia que o fogo fosse realizado, pois as condições atmosféricas (subida de temperatura e determinação de alerta amarelo) só aconteceram no dia seguinte (sábado), dia 10 de agosto, conforme informação recebida pela Chefia de Campo e emanada pela Proteção Civil. (2) “uma criança queimou-se com gravidade” . Correto! Todos nós gostaríamos que este facto não tivesse acontecido. Nos meus 43 anos de Escutismo não me recordo de um acidente destes. No entanto a criança está a ser tratada e ficará rapidamente em condições de voltar para a sua família e continuar (como já temos conhecimento) na sua Alcateia do Agrupamento n.º 1082 de Santa Cecília em Câmara de Lobos.
Da nossa parte encerramos este assunto com um agradecimento, profundo, aos pais deste nosso Lobito, pela forma compreensiva com que aceitaram esta provação e a todos os Dirigentes do CNE Madeira que disponibilizaram uma semana das suas férias (para além dos fins de semana de todo o ano/s…) para, deixarem as suas famílias, e estarem a garantir a organização deste grande Acampamento Regional. Afinal nem todos os adultos são egoístas. Alguns dão-se VOLUNTARIAMENTE, ao serviço dos outros.