O Monte Estoril não é decididamente destino de excelência do Nacional. Depois de ter encaixado 4 golos na época passada frente aos ‘canarinhos’, a viagem à linha de Cascais voltou a fazer das suas ao Nacional. Pior do que perder, é a forma como perdeu. Sou dos que pensa que um dia mau sempre acontece, mas sofrer 3 golos da forma como o Nacional sofreu é, efetivamente estranho, como dizia e bem Manuel Machado. Essa estranheza, tem nome: desconcentração. Mas como diz o velho ditado, e nisso tenho poucas dúvidas, “maus princípios, bons acabamentos”. E as dúvidas são ténues ou nenhumas, porque esta época a equipa foi preparada sobre a orientação de Manuel Machado, pese embora a “crise financeira” tenha sido um obstáculo às intenções do professor. As entradas dos defesas Bruno Moura, Zainadine, Sequeira e Jaime, dos médios Rafa Sousa e Barreto e do avançado Djaniny poderão ser, para já, insuficientes para o resto da temporada. Em termos de guarda-redes, este é o sector que ganhou mais equilíbrio. O experiente Gottardi vai ter que trabalhar muito porque a seu lado tem Ricardo Baptista que procura ganhar espaço na Liga Portuguesa e o guarda-redes da Seleção Nacional, Rui Silva. Na defesa, Miguel Rodrigues, Marçal, Campos, Diogo Coelho e Claudemir são as mais-valias que se conhece, juntando-se a eles os reforços Sequeira, Jaime e o internacional Zainadine. Um sector que oferece garantias para uma época tranquila, apesar de não haver ainda o entrosamento que se quer. O meio-campo é, porventura, o sector a precisar de reforços. À experiência reconhecida de Skolnick, Jota, João Aurélio, e Aly Ghazal, juntam-se os jovens Barreto e Edgar Abreu, para além do reforço Rafa Sousa. Curto para uma competição exigente. No ataque, Mário Rondon, Mateus, Candeias, Diego Barcellos são, igualmente, jogadores de inegável qualidade. A que se junta Djaniny, que este fim-de-semana, já mostrou serviço. Para além do jovem Lucas João, jogador da Selecção Nacional de Sub-21. Activo do clube que tem de jogar para aumentar a sua cotação e marcar presença de forma continuada na equipa das quinas. De sublinhar que, de todo o plantel, são sete os atletas que recentemente jogaram na equipa de juniores do Nacional, o que por si só é a certeza que o clube trabalha de forma exemplar no futebol jovem. Agora, vêm aí três jornadas onde o Nacional pode fazer o pleno. V. Guimarães e Arouca em casa e, pelo meio, a viagem a Belém. Para isso é preciso que a massa associativa do clube marque presença no Estádio da Madeira e apoie a sua equipa. As condições para ser associado são ótimas. Por aí, não haverá motivos de queixa.

Miguel Guarda