Um Nacional pragmático, eficaz e com alguma sorte que faltou noutros jogos, ganhou três pontos que, para já, dá-lhe o sexto lugar da Liga, muito próximo dos lugares europeus, o objetivo delineado no início da temporada pela direção e equipa técnica. Desta forma simples, se escreve o momento atual do Nacional. De vitórias morais, estou eu farto!
Contudo, não deixa de ser verdade que este foi o pior jogo de que tenho lembrança do Nacional, no Estádio da Madeira. A contrastar, por exemplo, com o jogo com o Arouca em que os “alvi-negros” atacaram e atacaram com o Arouca a marcar e a ganhar. O futebol é assim.
Na jornada treze, numa noite de lua cheia, o Nacional tinha pela frente o último classificado da Liga. Um Paços de Ferreira que enerva as hostes nacionalistas, e que voltou a deixar “nervosos” os jogadores da casa. Futebol sem nexo, erros clamorosos, quedas constantes no relvado, passes transviados ditaram um primeiro tempo desastroso, que só valeu pelo Penalty “arrancado” por Diego e convertido pelo Candeias.
Mas para acontecer esse desastre é preciso dizer que o Nacional colocou-se a jeito. Ou melhor, Manuel Machado insistiu numa opção, que no jogo com o Marítimo já mostrou não ser opção, pelo menos no imediato: Renato não está adaptado aquela equipa. Resta saber, se não existirão razões para esta opção, nomeadamente se Claudemir estará na sua melhor forma física. Mas aí, cabe ao treinador responder. Não sei se alguém já colocou essa questão.
No resto, Sequeira cumpriu o papel de forma positiva face à ausência do castigado Marçal, Diego Barcelos está de regresso à sua forma e foi , sem margens para dúvidas, a mais-valia do Nacional. Ouvi alguma contestação na última substituição de Machado, ao colocar Rafa no lugar de Djaninny, mas aqui o treinador do Nacional preferiu defender um resultado que lhe era favorável, numa noite desinspirada da sua equipa. Jogou no seguro e saiu com os três pontos.
Passados dois meses e o Nacional voltou às vitórias. Pelo meio, não ganhou porque a infelicidade não o permitiu. Agora, com alguma felicidade…ganhou! Mas, é bom lembrar que a última derrota também aconteceu há dois meses atrás. Foi com o Benfica, na Luz, e por 2-0. O saldo é, francamente, positivo. Nas contas, apenas há o registo de quatro derrotas, com Benfica e Estoril fora de portas, e com o Arouca, nesse jogo de má memória.
O próximo jogo, por ser antes do Natal, tem de ser de inteira dedicação aos sócios. Uma vitória é possível na casa do líder, basta que os índices de confiança estejam muito acima do jogo de segunda-feira.
Durante a semana, e para servir de motivação, revejam o dia 22 de Maio de 2005.
Miguel Guarda