Conceição Pereira A 15/12/2013 foi sepultdo Nelson Mandela, depois de 10 dias de celebrações. O mundo rendeu-lhe homenagem: Chefes de Estado, Persalidades, Comunicação Social, quase todos quiseram associar-se à despedida deste Homem Maior. Perante ele nós sentimo-nos ínfimos, tal é a grandeza da sua pessoa. E muitos dos que o condenaram como terrorista e que ainda hoje ousam menosprezar ou criticar o seu passado de luta quiseram marcar presença nestas celebrações para se porem em bicos de pés e não sentirem a sua inferioridade, a sua baixeza , por terem sido cúmplices pela sua manutenção no cárcere. Agora também elogiam Mandela, porque lhes ficaria mal não o fazer. Os EUA não deveriam ter lugar nas celebrações em honra de Mandela, nem a Inglaterra, nem Cavaco Silva, porque o condenaram em vida a mais dois anos de cativeiro. Mandela nem sempre foi pacifista. Ele lutou de forma violenta o apartheid com o seu partido. Sem essa luta nunca teria chegado à outra fase da luta pacífica. E nunca baixou a cabeça nem pediu perdão a ninguém pela sua luta que o levou à prisão. Sofreu 27 anos de prisão de cabeça erguida. E quando se sentiu liberto, com o prestígio conseguido perante o País e o Mundo poderia ter levantado a voz a exigir justiça contra os brancos que o aprisionaram e escravizaram o seu povo, sacrificando, torturando e matando os líderes que clamavam libertação. Bastava um apelo e o povo segui-lo-ia até o fim. Mas não o fez. Não só por generosidade, mas sobretudo porque viu que era possível atingir a libertação do seu povo por meios pacíficos. Estavam criadas as condições. “Os casos fazem as demandas”, lá diz o ditado. No momento em que todo o Mundo se rende em Homenagem a Nelson Mandela devemos, sobretudo, reter o seu exemplo e reflectir sobre o valor da LUTA por um Mundo Melhor, mais Justo, Mais Fraterno. Esta é a verdadeira mensagem que Mandela nos deixou.