Miguel Gomes Abreu É grotesco o que tem sido dito e escrito no rescaldo do dérbi (e também nos dias que o antecederam). Num jogo que foi bem disputado, que teve lances duvidosos para os dois lados, há quem escreva que foi da goleada ao empate por culpa de um árbitro. Outros apressaram-se a escamotear a verdade desportiva com o critério disciplinar, o que é incrível quando, entre muitas dúvidas, há uma expulsão que é (era) óbvia numa grande penalidade que não deixa margem para dúvidas. O próprio jornalista do “DN” refere que a arbitragem não teve influência. Mas enfim, os maritimistas é que são arrogantes e não sabem aceitar os resultados. Desde já os meus parabéns ao L .Miguel Rosa pela forma como defende a sua equipa sem entrar por caminhos que em nada dignificam o futebol regional - e talvez se assim fosse, se outros lhe seguissem o exemplo, tivéssemos mais pessoas nos estádios (que é o que importa) e menos gente nas televisões e jornais com guerras e picardias, na maior parte das vezes, bacocas. Chegamos ao ponto de criticar a instituição Marítimo por promover uma acção de solidariedade em dia de dérbi. Não é isto que se quer? Entregar 13.500€ a quem deles tanto precisa nos tempos que correm é motivo de crítica? Não deveria ser ao contrário? E se coincide com a data de aniversário do nosso rival, isso muda alguma coisa? E não podemos aceitar que venham falar do ambiente nos Barreiros quem supostamente não lá vai, tentando minar a gratidão pelo trabalho do Pedro Martins, a compreensão que temos tido pelas dificuldades que nunca escondemos e tentando fazer de nós aquilo que não somos. Quem tem dirigentes com um historial pouco abonatório, não fica bem estar a apontar o dedo e a armar-se em arauto da moralidade e decência numa estratégia concertada para atacar o C. S. M. e os seus adeptos. Bons e maus adeptos há-os em todos os clubes e o Nacional, por mais que tentem passar a imagem contrária não é excepção (quem esteve num dos jogos do Marítimo C em Santo António, entre outros, ou na lateral sul num dos últimos dérbis, sabe bem do que eu estou a falar). Por isso deixemo-nos de ser mesquinhos, deixemo-nos de guerras que não nos levam a lado nenhum porque o resultado está à vista. De que servem estas picardias, partindo sobretudo dos dirigentes, quando as pessoas se afastam cada vez mais e temos assistências vergonhosas nos nossos estádios?”