O Juntos Pelo Povo (JPP) acusou o PSD de apresentar números descontextualizados sobre as despesas da Câmara Municipal de Santa Cruz, contestando os cartazes divulgados pelos sociais-democratas que apontam gastos superiores a 12 milhões de euros em festas, advogados e outros serviços, em contraste com a ausência de investimento em habitação.
Em comunicado, o JPP considera que os valores apresentados pelo PSD constituem uma tentativa de induzir a população em erro, argumentando que os 12 milhões de euros, distribuídos pelos 13 anos de governação do partido, correspondem a uma média anual de cerca de 923 mil euros, abrangendo diferentes tipos de despesas.
O partido questiona que soluções habitacionais poderiam ser concretizadas com esse montante, defendendo que o investimento em habitação deve contar com a intervenção do Governo Regional e da Investimentos Habitacionais da Madeira (IHM).
O JPP aponta ainda uma alegada discrepância entre os valores divulgados pelo PSD, referindo que os deputados municipais da coligação PSD/CDS tinham mencionado cinco milhões de euros em festas e arraiais, ao longo de oito anos, enquanto os cartazes passaram a apresentar despesas superiores a 12 milhões desde 2013, incluindo eventos, serviços jurídicos e outras prestações de serviços.
Na mesma nota, o partido recorda a situação financeira da autarquia em 2013, afirmando que herdou uma dívida superior a 35 milhões de euros, pagamentos a fornecedores com atrasos superiores a mil dias e vários processos judiciais.
"Não são uma prioridade do JPP. São o preço de defender os santacruzenses dos negócios que o PSD deixou", afirma, a propósito das despesas com advogados.
O JPP acusa ainda os sociais-democratas de ignorarem os encargos associados à dívida municipal e critica a utilização de cartazes para divulgar estas acusações.
"Quando faltam ideias, sobram cartazes. Quando falta seriedade e honestidade intelectual, inventam-se milhões", conclui o comunicado.

