O Grupo Parlamentar do PS exige que o Governo Regional avance com a convenção colectiva de trabalho para os trabalhadores do sector social, anunciada em Maio de 2025, cuja entrada em vigor estava inicialmente prevista para 1 de Janeiro deste ano.

A reivindicação surge na sequência de uma reunião entre os deputados socialistas e a delegação da Madeira do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, durante a qual foram também abordadas questões relacionadas com a precariedade laboral, os salários e a valorização das carreiras profissionais.

Em comunicado, a deputada Sancha de Campanella recorda que, passados mais de 17 meses desde o anúncio da convenção, o compromisso continua por concretizar. Segundo o PS, em Abril deste ano, o sindicato terá sido informado de que o documento estava concluído, mas persistiam dificuldades de financiamento.

"O Governo Regional criou expectativas junto de milhares de trabalhadores ao anunciar a convenção coletiva e a data de entrada em vigor e, quase dez meses depois dessa data, continua sem apresentar resultados", criticam os socialistas.

O partido defende que o Orçamento Regional para 2027 deve contemplar uma solução para esta situação, incluindo a retroactividade salarial reivindicada pelo sindicato.

Na reunião, a estrutura sindical apresentou ainda o seu caderno reivindicativo para 2027, que inclui uma majoração de 70 euros na Tabela Remuneratória Única até ao nível 23 e de 32 euros nos níveis seguintes, bem como o aumento do subsídio de alimentação para 10,50 euros diários.

Sancha de Campanella alertou também para a compressão salarial na Administração Pública, considerando que a antiguidade, a experiência e as responsabilidades dos trabalhadores devem reflectir-se nas remunerações.

Entre as restantes reivindicações estão a revisão das carreiras dos Técnicos de Apoio à Infância, a criação de uma carreira própria para os Técnicos Auxiliares de Educação e a valorização dos Técnicos Auxiliares de Saúde e dos Vigilantes da Natureza.

O PS defende ainda a redução da precariedade laboral, o reforço dos recursos humanos nos serviços públicos e a revisão do sistema de avaliação de desempenho, nomeadamente dos mecanismos de progressão remuneratória.

"A dignidade do trabalho não pode ser apenas uma expressão utilizada nos discursos do Governo. Tem de se traduzir em salários justos, carreiras valorizadas, estabilidade profissional e compromissos cumpridos", conclui Sancha de Campanella.