A. F. T. Isto agora é assim! No comércio, faz-se o que se quer e ninguém diz nada… São papelarias a vender tabaco e tabacarias a vender material de papelaria. São restaurantes a vender barretes de orelhas, paus-de-poncha e demais artesanato. São ervanárias a tentar tirar o lugar às farmácias e aos restaurantes, vendendo medicamentos e fazendo pratos do dia de faca e garfo. São snack-bares a vender À Lá Carte, desvirtuando a sua licença para vender snacks e bebidas, tal como o próprio nome indica. São padarias e pastelarias a vender sopas, pizzas e pratos do dia de faca e garfo, fazendo actividade de restauração e usufruindo dos benefícios fiscais de padaria. São farmácias a vender sapatos e perfumes. São restaurantes com todo o tipo de cangalhada na rua (estátuas, grelhadores de sardinhas, vitrines frigoríficas, etc.) sem que haja licença camarária para isso. Depois há outros que talvez tentam fazer o mesmo e caem-lhes os fiscais em cima (uns são pretos, outros são brancos). São museus, com cozinha e snack-bar, tudo misturado. São lojas de mobília, com snack-bar, tudo misturado. São restaurantes a mudar os preços de meia em meia hora, conforme a cara do cliente. São lojas de vestuário/calçado desportivo a vender café, cerveja e bolos. São padarias a vender revistas e jornais. Enfim, etc. etc. etc… E nem sequer referi o caso das lojas dos chineses e do Arriaga Shopping, que são casos de terceiro mundo! Eu pergunto: deverá continuar a haver licenças para determinadas actividades e controlo das mesmas? Ou deverá passar a haver uma licença para abrir um “Negócio de qualquer coisa, seja o que for”?! Caminhamos para a anarquia no comércio? Concorrência selvagem? Um Salve-se quem puder? Com o evoluir das coisas, não deveríamos retirar ilações e regular correcta e justamente as actividades económicas? É que assim já nem sabemos a quantas andamos… “Tá tudo trocado”!