Sérgio Potier Num mundo ao contrário como o que se vive hoje, em que a podridão está por todo o lado, mães que vendem filhos, agressões a policias, roubos, assaltos, falta de respeito pela nobreza de toga, ... enfim, uma panóplia de crimes, tudo derivado de um regime (governantes) que colocou os cidadões na penúria. Junger sugeria que ainda era possível salvaguardar uns quantos homens dispersos com capacidade de passar à floresta: isto é, uma elite que é capaz de se auto-revelar e que se auto selecciona pelo sofrimento e pela alegria e nunca pela dor e pelo prazer. Numa postura estoica, o homem passa à invisibilidade no mundo, passa a número que não contado. Dominados por uma baixa intelectualidade, pela cultura maçiça do divertimento, os povos, têm necessidade de uma elite que não se ponha em bicos de pés para ser vista. Precisa de uma elite discreta que integre a hoste da floresta, que ao contrário do que se deverá esperar já não abriga bárbaros, mas pessoas cultas, na qual não me incluo, mas incluo, o Prof. Catedrático Marques Bessa, de que este artigo é parte dele e de que sou assíduo leitor. Um abraço MESTRE. PS: Se fosse vivo Àlvaro Cunhal fazia 100 anos de vida. Nunca apreciei Cunhal pelas suas acções mas pelas suas convicções, sendo aquelas consequência destas. Era um homem de causas e integro. Não me esqueço de um caso flagrante, que foi o do poeta Camões. Irradiado dos livros de estudo durante o PREC e acusado de fascista, reaccionário e colonialista, foi reabilitado pela voz autorizada de Álvaro Cunhal que segundo o extinto jornal DIÁRIO (10/9/1979) disse que, Camões é a voz do nosso povo, a voz da nação portuguesa num elevado sentido humanista, acrescentando que Camões pertence ao povo, à pátria, e não aos seus inimigos.