A eléctrica madeirense. Enquanto não se libertar da tutela a quem presta obediência cega - não aquela que é ditada pela orgânica de Governo, mas sim pela quinta que tudo vigia -, a Empresa de Electricidade continuará em permanente curto-circuito. É inaceitável para o consumidor cumpridor que quem manda não pague, mas ameace cortar a luz a quem se atrase. É incompreensível que a administração negue esclarecimentos ao DIÁRIO, com o argumento que as contas dos clientes são sigilosas, mas reaja com generalidades e sem provas sempre que damos notícia dos caloteiros. É ainda inadmissível que esta empresa pública cobre taxas que não entrega aos destinatários e é expectável que mude de registo antes do provável ‘apagão’.
Os cangalheiros da democracia. Por mais biombos que montem no circo permanente fica difícil esconder os efeitos nefastos do analfabetismo reinante na casa das leis e dos negócios. Gerir a coisa pública motivado pela fome de dinheiro e sede de ajustes de contas vai acabar mal. O pior é ver a maioria convicta que os luxos que brotam de um humilhante ‘jackpot’ são intocáveis.
O secretário das traições. Jaime Freitas é todo ele boas intenções. Tantas que se distrai, esquece o combinado e aceita rever o definitivo. O governante ou não lê jornais ou acha que continuar no cargo que ocupa é um acto de coragem.
O escriba Alberto. Deram-lhe um pedaço de papel para usar como divã e é vê-lo a barafustar contra investidores, a caluniar os políticos do PSD-M com pensamento livre e a persistir na tese que a verdade é aquela que está plasmada nos seus desmentidos mentirosos e imperceptíveis. É neste tipo de expediente que o filho único espatifa os dias em vez de governar. Ainda há presidente da República em Portugal?
O entrevistador oficial. Vítor Gonçalves pode fazer as entrevistas que quiser a Jardim. Se lhe dá gozo, força. Convinha é que respeitasse o trabalho dos outros. Na próxima vez, poupe-nos ao desplante assumido de não acreditar numa notícia que leu para dar hipótese de o entrevistado humilhar um outro meio de comunicação. A prova da ordem para executar Câmaras com dívidas à Electricidade até foi tornada pública. Bastava perguntar aos que fazem o trabalho de casa na RTP-M.