Manuel Marinho Muitos de nós fomos ensinados desde terra idade que os nossos sentimentos devem ser guardados para nós mesmos… Mas eu não sou assim, por vezes sou frio demais.

Realmente eu assinei um acordo de um programa ocupacional de Desempregado, em que pagam 373,11€ e que realmente tenho dois encargos para a segurança social. Mas meti o “pé na poça”, não lendo bem a claúsula décima, e deveria ter lido por respeito à instituição “Mão Solidária” Banco Alimentar da Madeira, onde estava confortável com o serviço que vinha desenvolvendo até data 31 de Outubro. Admito que cometi vários erros. Um dos quais ir embriagado para o local de trabalho, e nesse dia que me mandaram embora para casa, não fugi à regra. Como (doente alcoólico) que sou numa vida de 30 anos de bebida, estive abstinente durante 13 anos onde frequentava reuniões no continente. A Instituição “Mão Solidária” e seus representantes tudo,fizeram para que eu não tornasse a beber, indo fazer o último internamento à Casa de Saúde São João de Deus, em Julho e Agosto último.

Depois tive vários problemas pessoais, ficando sozinho na Madeira e lá eu fui voltando ao problema de sempre.

Venho por este meio esclarecer o mal entendido quando escrevi a carta do leitor “Uma mão tira da outra”, que saiu no domingo passado. Foi totalmente um sentimento de raiva. À instituição “Mão Solidária” através da sua presidente Dr. ª Fátima Aveiro que deu bons conselhos, eu a que sou cabeça dura. E sei que hoje tenho a minha vida desgraçada. Há uma extraordinária luta pela minha felicidade ao trabalhar naquela instituição e que esta e seus representantes pedindo que me desse mais uma oportunidade de alegria e de esperança e de amor fraterno nesta minha vida.

Mais uma vez peço desculpa a todos aqueles que ofendi, mas “eu já não era eu”, era o alcoolismo. Também não queria deixar de agradecer a senhor presidente do Desemprego Dr. Sidónio. É claro que neste momento não estou a viver na rua, mas estou viver noutro local, mas se não tiver a tal oportunidade da “Mão Solidária” mais cedo ou mais tarde para lá caminho.

Desde já agradeço à senhora Dr. ª Fátima Aveiro, ao senhor Dr. João Beja e ao senhor Dr. Fernando, representantes da instituição, por tudo que fizeram por mim e que ainda podem fazer se a “Mão Solidária” me ajudar novamente.