Ilse von Hellens Pois é, também existem. Embora em menor quantidade que o seu oposto. Razão pela qual quero contar uma delas, a minha. Porém, não se trata apenas de uma pessoa mas de muitas, em realidade de uma ilha e seus habitantes. em outras palavras da Madeira.
Mas voltemos a essa historia! Começou em 1957, altura em que andava a estudar em Londres a língua e literatura inglesa. Até que, num intervalo entre as aulas reparei num rapaz solitário e fui falar com ele que, apesar de ter parecido tímido, entrou logo na conversa e contou ser da ilha da Madeira. Fiquei entusiasmada, queria saber mais da ilha até que um dia, já perto das férias de verão, disse que ia passa-las na Madeira e perguntou se não queria ir com ele. E claro que queria. E lá fomos. No verão de 1957! Altura em que me apaixonei pela ilha.
E depois? Talvez adivinhem. Voltamos para Londres, passamos a viver juntos, e depois de os estudos dele terem terminado, fomos viver para Lisboa. Eu por mim teria preferido ir viver para a Madeira, embora tenha gostado também de Lisboa, onde, sendo jornalista, tive ocasião de fazer entrevistas a algumas grandes figuras da literatura portuguesa como Miguel Torga, Vergílio Ferreira, Fernando Namora e José Cardoso Pires, cujo livro O Delfim traduzi para o finlandês. O primeira e o mais inesquecível entrevistado foi todavia Ferreira de Castro. Também fiquei apaixonada pela poesia de Fernando Pessoa, cuja poesia traduzi para o finlandês, assim como a de Florbela Espanca e d Sofia de Mello Breyner Andressen.
Quanto à Madeira, escrevi naturalmente artigos elogiosos sobre os mais vários aspetos da ilha, beleza, amabilidade do povo, etc. Houve todavia também uma pessoa conhecida que entrevistei: Virgílio Teixeira!
Mas voltemos a essa história de amor feliz! Essa história que me manterá aqui até ao fim. Pois, já falei da beleza da ilha e da amabilidade da sua população. Mas há mais, muito mais que prende o meu coração:Dois rapazinhos chamados Lucas e Tomás, meus últimos e muito queridos netos.
Obrigada Madeira, obrigada madeirenses, obrigada netinhos, por me terem permitido viver esta maravilhosa história de amor feliz.