Elder Cardoso A não realização do Congresso do Desporto, por razões de conveniência ou não, foi uma decisão mais que acertada.
Politicamente foi uma estratégia errada, pois a este nível, o evento tinha mais de ameaças do que oportunidades, perante a conjuntura actual do desporto regional.
Os dirigentes desportivos , aqueles que no dia a dia tentam encontrar soluções para melhor gerir a sua instituição, o que querem é ouvir são as soluções para o passado e que estratégias para avançar no presente.
Porque o futuro, são dois anos e esses dois anos estão definidos pelo programa do governo no que se refere ao desporto. O futuro será diferente.
Se politicamente a estratégia foi errada, desportivamente não foi melhor.
Neste congresso, não incluir os dirigentes máximos das modalidades com maior destaque e dos clubes mais representativos da região, que mais modalidades movimentam e contam nos seus clubes com o maior número de atletas, treinadores e dirigentes e que para além disso, são também responsáveis pela gestão do elevado orçamento desportivo que as suas instituições são contempladas, foi um erro.
São mais que conhecedores da realidade desportiva e são os oradores por excelência para apresentar e defender muitas das soluções para o desporto madeirense. Nunca poderiam estar do lado de fora, o seu contributo é indispensável. Assim como, de alguns dos dirigentes que ao longo dos anos e já afastados do dirigismo deram o seu contributo ao desporto regional.
Respeitando os ilustres convidados para este congresso, se um dos aspectos importantes era reflectir e pensar o futuro, desculpem, mas quem mais sabe, são os madeirenses que nestes trinta anos, ou com maior destaque nos últimos quinze anos, estiveram envolvidos e vivenciaram todos os momentos do desporto regional , no contexto nacional e internacional.
Fez-se coisas boas, pois existiram resultados desportivos, face aos investimentos, cometeram-se erros, mas agora, a perspectiva do futuro tem de ser de acordo com a actual realidade. Menos apoios financeiros.
Alto Rendimento. No desporto, é estar ao mais alto nível nas principais competições nacionais e internacionais e no financeiro, o retorno para a região, por exemplo, na promoção da ilha enquanto destino turístico. É o desporto profissional.
Deixem-se de “show-off”, gastos desnecessários e demagogias. O que é preciso é visão e soluções, que ainda não existiram.