O Sr. Ministro da Economia defendeu, até há bem pouco tempo, a aplicação de medidas capazes de relançar a economia, aproveitando o ligeiro crescimento registado no último trimestre. Uma das ideias que advogou foi a baixa do IVA aplicado sobre a restauração, algo que é de indiscutível premência, dada a situação muito difícil do sector, na Região Autónoma da Madeira e em todo o país. Espantei-me por isso quando, ao analisar o Orçamento de Estado para 2014, não vi nele inscrita a medida supracitada. Do espanto à desilusão foi um curto passo, sobretudo por ter estado atendo às declarações do Sr. Ministro nos últimos tempos e por saber que o referido responsável desempenhou funções em empresas do sector da distribuição, conhecendo por isso o universo empresarial que constituí a restauração. O que terá levado o Sr. Ministro a mudar de ideias? Uma imposição da “troika”? A confrontação com o estado real das finanças públicas do país? Uma súbita mudança de perspectiva sobre a economia? Enfim, seja qual for a explicação, a verdade é que esta “viragem” repentina do responsável governativo configura uma tremenda desilusão e um rude golpe naqueles que nele depositaram esperanças, sobretudo os empresários. Ainda vamos a tempo de inverter a situação? Creio que sim por isso, defendo que seria fundamental que o Governo voltasse atrás. Baixar o IVA da restauração é relevante para, pelo menos, manter os níveis de emprego num sector que cada vez mais é afectado pela crise. Sr. Ministro, deixo-lhe aqui um apelo: - Volte atrás. Olhe que ainda vai a tempo!

Lino Abreu