Após as eleições autárquicas de Setembro, nada ficará igual na política regional. AJJ percebeu isso, sabe que o seu futuro político depende de um “golpe de asa”, daqueles em que Jardim é exímio! Não podemos menosprezar a argúcia de um político acossado, no seio do seu partido, por uma corrente afecta a Miguel Albuquerque, que o quer enxotar de uma só penada! Desenganem-se os seus adversários, Jardim não permitirá que o partido que ele construiu, tenha outro sucessor que não ele próprio! A sua estratégia começará no seio do GP, liderado por Jaime Ramos, onde um dos deputados já passou a independente, mas outros poderão fazer o mesmo!Isto porquê? Pela razão de que AJJ tem uma estratégia que passa por fazer cair o seu próprio governo, muito provavelmente, no primeiro semestre do próximo ano, através de uma iniciativa parlamentar, por exemplo, uma Moção de Censura vinda da oposição, que seria aprovada com o voto dos deputados que, entretanto, se voltaram contra Jaime Ramos.

Caindo o Governo até Junho de 2014, o PSD apresentaria AJJ às eleições regionais, Albuquerque e todos os demais ficariam de fora e as listas dos candidatos a deputados seriam constituídas por pessoas da confiança de Jardim, incluindo Pedro Pereira. Até lá, a oposição, ou se antecipa a esta estratégia e se prepara para derrotar o PSD de Jardim, ou não tem tempo de se organizar, com as consequências políticas que daí advêm! Estamos convictos que só através da sua morte política, AJJ deixará o poder na Região! Prefere, no limite, afundar-se numa eventual derrota eleitoral e, embora leve o partido consigo para o abismo, tal como se de um Titanic se tratasse, impede que um qualquer Miguel, tome o seu lugar neste PSD! Quem achar que Jardim está acabado dentro do partido que ele levou à glória, desengane-se!

Um leão, mesmo ferido, continua a ser um leão! Caberá à oposição, porque tem o dever de apresentar uma alternativa política ao PSD, saber ler, nas entre-linhas, esta arte da guerra jardinista.

Lopes da Fonseca