Jacqueline Rodrigues Foi anunciado novamente, mais cortes para a função pública.

Mais 10%. Eles no fundo até que pensam bem, dou-lhes esse mérito.

Começam por um corte inicial de 3,5%. Depois quando convém falam que subsídio de férias, 13 mês, é para esquecer. Mais um corte de 10%, em cima dos já antigos 3,5%, que esses ninguém esquece.

Isto para os infelizes no fundo da pirâmide, com os salários mais baixos.

Como se já não recebessem pouco o suficiente ainda acham que mais 10% em cima não faz diferença para essas pessoas que já tinham planos estruturados de maneira a fazer render o máximo que podiam o dinheiro.

Esses, ridiculamente, ainda serão os felizardos que conseguiram manter o emprego. Já que as projecções oficiais apontam para uma destruição de 22 mil empregos apesar de a economia crescer 0,8%.

Vamos lá entender a economia deles.

A verdade é que o primeiro-ministro já afirmou à RTP que espera uma poupança de 500 milhões de euros só com a revisão da tabela salarial única.

Nisto tudo, a ironia governamental contínua, visto que governo “prevê” cortar 15% nas subvenções vitalícias dos políticos.

Como se isso fosse afectar os ordenamos de “muitos 0’s” que possuem, é o que se chama “gozar com os pobres”.

No final ainda afirmam, burocraticamente, que os cortes políticos faziam parte da proposta inicial que o Governo levou para o primeiro Conselho de Ministros.

Basicamente o que querem dizer é que de facto o que vai acontecer em 2014, só o tempo dirá. Daqui até lá arrependem-se e cortam mais 3,5% da função pública.

E nem vou falar nos cortes das pensões de sobrevivência que o nosso excelentíssimo vice-primeiro-ministro faz questão de ir negligenciando.

Faz ele bem, pode ser preciso cortar numa situação de emergência e mais vale prevenir do que remediar. Avisar as pessoas o mais em cima da hora possível.

Não vá ainda lhes dar tempo de se aperceberem que dos ordenados deles não vai saindo nada, e dos “nossos sai tudo”.