Chegou a hora! Agora que Funchal, Santa Cruz, Machico, Santana, São Vicente, Porto Moniz e Porto Santo, 7 dos nossos 11 concelhos, estão libertos das amarras que limitavam a sua vontade, vamos mostrar a profunda diferença que há entre um jardinismo obsoleto que se desmorona e uma Mudança jovem que cresce, coesa, dinâmica e repleta de ideias novas. O Arquipélago da Madeira, nestas autarquias, terá agora novos protagonistas, pessoas que não devem vassalagem a quem ainda desmanda a Madeira, pessoas que não estão reféns dos grupos que se alaparam ao orçamento regional para extorquir os poucos recursos que ainda vamos tendo. Se o jardinismo foi, e ainda é, representado pelo despesismo e a irresponsabilidade, a Mudança terá de significar uma gestão criteriosa dos recursos que ainda temos. A um jardinismo de megalomanias insustentáveis e disfuncionais, a Mudança terá de responder com uma atenção de pormenor às soluções dos pequenos problemas que se embaraçam na caminhada diária dos madeirenses. A um regime em agonia que insiste em se rodear de incompetência e desleixo, a Mudança terá de se munir de inteligência, lucidez e eficiência. Neste desafio será essencial assumir uma atitude completamente destinta daquela que o jardinismo fez proliferar nas nossas autarquias. É fundamental acabar com a corrupção e a má gestão que nos têm levado uma parte substancial dos recursos financeiros que deveriam ser aplicados em função das necessidades das pessoas e do bem comum. A sustentabilidade (ambiental, social e económica) e o emprego devem estar sempre no topo das nossas prioridades.

Hélder Spínola