Duarte Sousa Melim A "Droga" é um grande mal da sociedade. As substâncias que causam vício de uma forma mais perigosa, tiram a capacidade do cérebro de por si só, produzir alegria e bem-estar (dopamina, endorfina…). Há mesmo uma incapacidade física instalada no cérebro. É como se lhe cortassem uma perna e quisessem que andasse... À medida que vai aumentando a dependência, as pessoas ficam incapazes de sozinhas, produzirem um estado de bem-estar, sendo só novamente possível após longos tratamentos e/ou uma Grande vontade do próprio em ultrapassar essa fase de momentos de infelicidade e dor, até que o cérebro consiga novamente produzir essa "felicidade". A "felicidade" que temos e que o nosso cérebro nos dá, quando ouvimos música, damos um passeio, estamos na companhia de alguém… nos jovens ditos "drogados", já não é possível sem a (mal)dita droga, levando-os a roubar e até a matar. Muitos jovens ficam dependentes, porque a sociedade levou-os a isso e não é capaz de inverter a situação… e perderam assim a pouca capacidade de se sentir bem. A droga é o grande problema, não os jovens que sucumbiram a ela, mas ainda maior é o problema que leva os nossos jovens a precisarem dela para serem felizes, e é ainda maior o problema da nossa incapacidade de os ajudarmos, marginalizando-os e aumentando os seus problemas. A droga é hoje um problema maior, porque passou a ser construída em laboratório, a facilidade de comercialização é maior, ainda mais quando é comercializada como um produto diferente e com estatuto de "legal". Antes de resolver o problema da droga em si, é necessário acabar com a necessidade que leva e mantém os jovens ligados à droga (com medidas de apoio aos jovens e famílias, desporto, sessões de esclarecimento, fiscalização, etc…) e ajudar os jovens a conseguirem combatê-la através de centros de ajuda onde tenham assistência como dependentes e como pessoas, e centros que os ajudem a manter afastados dessa necessidade quando "curados".