Conceição Pereira O tempo aquece, chegam os mosquitos. Não sei quem são os responsáveis pela chegada desta praga à nossa Terra, porque aqui a culpa morre sempre solteira. Mas eles estão aí e não há ninguém para nos valer. Nos primeiros anos ainda houve combate aos bichos, mas agora, segundo dizem, estão a estudar e só depois decidirão o que fazer. Entretanto, a gente sofre a invasão e as picadas, que são bem dolorosas. Segundo me disseram, que eu não vi, no jardim de Santa Luzia (que é no ICM), a lagoa está cheia de água castanha, putrefacta, a servir de viveiro de mosquitos de toda a qualidade. Não sei como conseguem passar filmes no dito jardim com os mosquitos a picarem. E as crianças que vão aos grupos brincar ao jardim? Não são picadas? E lá vão eles picando por todo o lado sem que ninguém se queixe dos responsáveis. A foz da Ribeira de S.ta Luzia está obstruída e a água vai-se acumulando e já forma uma lagoa. Quando passo por lá logo de manhã vejo nuvens de mosquitos que saem da lagoa à procura de alimento. Para onde vão eles? Para as nossas casas, onde nos dão que fazer, perturbando o nosso repouso e deixando as suas marcas nos nossos corpos crucificados. Será que não é possível desobstruir a ribeira e deixar a água correr livremente? Ou então ponham um desinfectante na água para exterminar a bicharada. É preciso muitos estudos para fazer coisas tão simples? Ufa! Já estou farta de tanta picada!